Alcácer do Sal: Prepara-se para projetos turísticos de 900 camas em Pego do Altar

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A Câmara de Alcácer do Sal, no litoral alentejano, está a desenvolver um plano de pormenor para viabilizar a construção de complexos turísticos junto à albufeira de Pego do Altar, num total de 900 camas.

O procedimento foi iniciado por interesse dos proprietários dos terrenos localizados na zona com aptidão para a implantação de empreendimentos turísticos, definida no Plano de Ordenamento da Albufeira do Pego do Altar (POAPA), disse à agência Lusa o vereador do município responsável pela gestão urbanística, Manuel Vítor Jesus.

O plano prevê a construção nas duas margens da albufeira, cuja “finalidade principal” é o abastecimento de água para rega, sendo que a direita integra um ´resort`, constituído por um hotel, um hotel rural e outros equipamentos e a esquerda três hotéis rurais, dois dos quais já exteriores ao limite do POAPA.

Todos os equipamentos hoteleiros terão a classificação mínima de quatro estrelas e ocuparão uma área máxima de 50 mil metros quadrados, a desenvolver num só piso, representando, no total, a criação de até 900 camas.

Um espaço de equipamentos de uso público, com um centro náutico, um centro de interpretação ambiental e uma área que integra um núcleo de apoio e um parque de merendas, será instalado na margem direita da albufeira de Pego do Altar, na zona de Santa Susana, no concelho de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal.

É em relação a este local, onde o plano de água estará mais direcionado para o usufruto das pessoas, que, segundo o autarca, as preocupações quanto à perturbação das espécies animais são “mais significativas”, tendo em conta que a área está inserida na Rede Natura 2000.

Manuel Vítor Jesus indicou que, dado o Plano de Pormenor do Pego do Altar (PPPA) ainda não estar em vigor, “não está programado”, até ao momento, nenhum empreendimento para o local, no entanto, questionado pela Lusa, referiu que a Sociedade Agro-turística da Herdade do Rio Mourinho está interessada no investimento.

Para o vereador, estes investimentos constituem uma “óbvia mais-valia” para o local, por se situar numa zona interior do concelho, onde “a influência das praias não se faz sentir”, com exceção da Comporta.

“Certamente serão gerados alguns postos de trabalho que contribuirão para a fixação de alguma população numa região cada vez mais desertificada e envelhecida”, frisou.

O autarca antevê também a criação de mais estabelecimentos turísticos e comerciais e a consequente diversificação da oferta, “nomeadamente ao nível da gastronomia, vinhos da região, do artesanato local e de outras atividades.

A proposta de PPPA encontra-se em consulta pública até segunda-feira, seguindo-se a elaboração, por parte do município, de maioria CDU, da versão final do documento.

De acordo com o vereador, a votação na Assembleia Municipal, na qual a coligação entre o PCP e o PEV também está em maioria, deverá acontecer dentro de três a quatro meses.

Fonte: Lusa

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