Bloco de Esquerda de Odemira contra fecho do balcão da Caixa Geral de Depositos de Colos

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O Bloco de Esquerda manifestou-se hoje contra o alegado fecho da agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em Colos, Odemira (Beja), considerando que será “mais um golpe” para as freguesias do interior do concelho.

Caso o fecho avance, alertou hoje a concelhia de Odemira do Bloco de Esquerda (BE), em comunicado, “será mais um golpe nestas freguesias, depois de tantos outros encerramentos de serviços essenciais”, nomeadamente de “escolas, extensões de saúde” e “deslocalizações de farmácias”.

Segundo o BE, em causa está a agência da CGD em Colos, no interior norte do concelho de Odemira, distrito de Beja, que “será um dos balcões a encerrar” pela instituição bancária “até ao final do mês ou, no limite, no dia 02 de julho”.

“Os clientes e funcionários da CGD já foram informados da decisão, assim como funcionários de empresas externas que prestam serviço na referida agência”, alegou o BE, que disse já ter solicitado informações à Câmara de Odemira.

O deputado municipal do BE Pedro Gonçalves, citado no comunicado, afiançou que, das três dependências da CGD existentes no concelho de Odemira, “a agência de Colos não é, seguramente, a que tem menos volume de negócios e menos movimento de clientes”.

“Esta é a única agência bancária em todo o interior norte do concelho”, alertou, argumentando que, caso o fecho avance, “as freguesias de Vale de Santiago, Colos, Relíquias e São Martinho das Amoreiras vão ver-se privadas de serviços bancários e ficar ainda mais abandonadas”.

Aludindo à intenção da CGD de encerrar dezenas de balcões pelo país, a concelhia do BE criticou o Governo e a administração do banco por não terem informado “as novas vítimas desta onda de encerramentos”.

Os fechos são “baseados apenas nos interesses económicos e sem olhar à realidade do território”, acusou a estrutura bloquista, frisando que existe, nesta matéria, “um estranho e cúmplice silêncio” do Governo e da administração da CGD.

A CGD vai fechar cerca de 70 agências este ano, a maioria já este mês e nas áreas urbanas de Lisboa e Porto, indicou, na segunda-feira, em comunicado, o banco público.

A CGD não indicou quantas são exatamente as agências que fecharão até final de junho nem onde se situam, dizendo apenas que muitos desses balcões estão em áreas urbanas.

“Tal como a CGD em diversas circunstâncias já afirmou publicamente, este ano serão encerrados cerca de 70 balcões, a maioria dos quais no final do presente mês de junho”, explicou o banco.

As agências a encerrar, garantiu, “foram objeto de análise e, além da sua atividade e resultado económico, foram tidas em consideração questões como as acessibilidades a outras agências da CGD e a mobilidade da população, resultando deste facto que a maioria das agências a encerrar se situe nos maiores centros urbanos do país, com destaque para a Grande Lisboa e o Grande Port

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