Ferreira do Alentejo: Aníbal Reis Costa quer que Governo viabilize Aeroporto de Beja

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O presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, Aníbal Reis Costa (PS), defendeu hoje que o Governo considere “a viabilização do Aeroporto de Beja” e a sua “imediata utilização para tráfego comercial”. Em carta dirigida ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e divulgada hoje pelo município, o autarca pede “que seja considerada a viabilização do Aeroporto de Beja”.

Segundo Aníbal Reis Costa, o aeroporto alentejano, situado a poucos quilómetros de Beja, concelho vizinho de Ferreira do Alentejo, é “um pilar de fundamental importância e de necessária valorização”. Na missiva, de acordo com o município, o presidente da câmara considera que “o Aeroporto de Beja/Alentejo constitui um ativo que urge promover e viabilizar” e defende a “imediata utilização para tráfego comercial” desta infraestrutura.

Além de “representar custos extremamente reduzidos para o erário público”, sobretudo “numa altura em que estas preocupações, mais do que nunca, estão na ordem do dia”, a viabilização do aeroporto para a aviação comercial iria contribuir para o desenvolvimento da região. “Significaria, para uma extensa área do país, uma importante medida de coesão para um território que começa, fruto dos investimentos públicos realizados, a apresentar uma crescente dinâmica económica”, argumenta. O Aeroporto de Beja, que resulta do aproveitamento civil da Base Aérea n.º 11 e custou 33 milhões de euros, começou a operar a 13 de abril de 2011, mas, desde então, apesar de aberto, tem estado praticamente vazio e sem voos e passageiros na esmagadora maioria dos dias.

Já este mês, a companhia aérea privada Hi Fly começou a utilizar a infraestrutura para estacionar aviões, na sequência da estratégia da ANA – Aeroportos de Portugal para promover a utilização do aeroporto para estacionamentos de média e longa duração. “Espera-se que esta aposta da Hi Fly em Beja seja o primeiro passo para o desenvolvimento de uma parceria com vista ao desenvolvimento de outras atividades no aeroporto” alentejano, referiu a ANA, no início do mês.

O presidente da Hi Fly, Paulo Mirpuri, citado pela ANA, disse que o acordo estabelecido para a utilização do aeroporto “como placa giratória para a frota entre contratos” da companhia, nomeadamente para o estacionamento e manutenção de aeronaves, é “bastante positivo”.

Para o Aeroporto de Beja, também está programada a entrada em funcionamento, em 2017, de uma unidade industrial da empresa aeronáutica portuguesa AeroNeo, para manutenção e desmantelamento de aviões e valorização de ativos aeronáuticos

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