Ferrovia Sines/Caia é “estruturante” para Portugal e Espanha garante Pedro Marques

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O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou hoje que a ligação ferroviária entre Sines e Caia é “estruturante” para o desenvolvimento de Portugal e Espanha, sendo, “talvez, o mais marcante” investimento do seu mandato.

“É verdadeiramente um investimento que potencia o porto de Sines e potencia a grande região de Madrid (Espanha), mas potencia mais ainda a Extremadura (espanhola) e o Alentejo”, declarou.
Falando em Elvas (Portalegre), na cerimónia de assinatura de um protocolo para a criação da eurocidade Elvas/Badajoz/Campo Maior, o governante sublinhou que o investimento na ferrovia de mercadorias entre Sines e Caia vai “potenciar” os projetos que os três municípios vão desenvolver no futuro.

“Potencia certamente, mais do que tudo, esta eurocidade e o porto de Sines. São investimentos absolutamente estruturantes. Será, talvez, o investimento mais marcante do meu mandato como ministro”, destacou.

“O maior investimento nos últimos 100 anos em Portugal em matéria de ferrovia está a fazer-se agora, a unir as duas regiões [Alentejo e Extremadura espanhola] e os dois países e está a fazer-se para cumprir a plataforma logística do sudoeste peninsular”, acrescentou.

A eurocidade Elvas/Badajoz/Campo Maior, que reúne mais de 200 mil habitantes, está inserida no eixo Lisboa-Madrid-Barcelona, denominado por “Diagonal Continental Europeia da Península Ibérica”.

O projeto faz parte de uma rede transeuropeia de transporte, comércio, investigação e desenvolvimento.

A eurocidade pretende reforçar a projeção exterior dos três concelhos, valorizar o território, atrair e fixar pessoas e investimento e “criar dinâmicas de emprego e crescimento”, bem como “formar uma nova geração de cidadãos bilingues”.

Os promotores assumem o projeto como um “centro nevrálgico económico” da Península Ibérica, aproveitando a proximidade do aeroporto de Badajoz, a linha ferroviária de mercadorias Sines-Caia-Madrid e a criação da plataforma logística do sudoeste europeu, polinucleada entre Elvas e Badajoz.

Na cerimónia de assinatura do protocolo, o presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, sublinhou que “não foi fácil” chegar até esta altura com o projeto da eurocidade, sendo este passo “mais uma fase” de um caminho de “aproximação de vontades” entre os três municípios.

“O que nós estamos aqui a demonstrar hoje é que não vivemos na província, nós vivemos à porta da Europa”, defendeu.

Para o presidente da Câmara de Campo Maior, Ricardo Pinheiro, foi dado “um passo” que “responsabiliza” os autarcas por fazerem notar “à escala global” a aproximação entre dois países.
Já o autarca de Badajoz, Francisco Fragoso, considerou que a eurocidade é um “instrumento” que vai servir para “melhorar” as condições de vida dos cidadãos dos três concelhos e para o progresso conjunto

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