Greve na Petrogal retomada com elevada adesão

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Os trabalhadores da Petrogal retomaram ontem o segundo período de greve, contra o que consideram ser a “ofensiva patronal” que pede a caducidade da contratação coletiva.

O segundo período de greve na Petrogal (Galp Energia), que detém as refinarias de Sines e Leça de Palmeira, foi retomado ontem às 6 horas em ambos os complexos, bem como nas instalações de Lisboa, dando continuidade aos protestos realizados no final de dezembro de 2018.

Os trabalhadores denunciam que, “apesar de a Petrogal/Galp obter lucros elevados, como 602 milhões de euros em 2017, o grupo insiste em dificuldades económicas para fundamentar o pedido de caducidade”, o que é considerado como um ataque ao acordo de empresa e aos seus direitos.

Nesse sentido, a greve tem como objectivo exigir que a administração “pare a ofensiva contra a contratação colectiva e os direitos sociais, a melhoria dos salários e maior distribuição da riqueza produzida, bem como contra a eliminação de direitos específicos dos trabalhadores de turnos”.

Outras reivindicações passam pelo fim da desregulação e do aumento dos horários, incluindo o famigerado «banco de horas», que põe trabalhadores a «trabalhar mais por menos salário», e a defesa dos regimes de reformas, de saúde e outros benefícios sociais.

A greve na Petrogal irá continuar até às 6h do dia 13 de janeiro, no caso das instalações no Porto, sendo que em Sines está previsto o fim para a meia-noite do dia 14. Em Lisboa, a greve é das 14 às 18h, até esta sexta-feira.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato da Indústria e Comércio Petrolífero (SICOP) e pela Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN).

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