Milfontes exige o fim do “caravanismo selvagem” na freguesia

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O presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes exige a tomada de medidas concretas para “combater o actual estado de proliferação de caravanas pela freguesia”, que na sua opinião colocam “em causa o bem-estar das populações devido à degradação das condições de salubridade e higiene naqueles locais”.

Em declarações à Rádio Sines, Francisco Lampreia afirma que existem na freguesia “três parques de campismo com todas as condições para receber as autocaravanas”, daí não se justificar que as caravanas “fiquem espalhadas de uma forma selvagem pela freguesia”, sendo que “muitas delas deixam o lixo espalhado no chão e descarregam as cassetes na natureza, com todas as consequências que tem para a saúde pública”.

“Temos outro problema que são as carrinhas adaptadas, que as pessoas utilizam como caravana, mas que não têm casa de banho e depois fazem as necessidades ao ar livre”, alerta ainda o autarca eleito do PS, para logo acrescentar: “Existem troços da Rota Vicentina, que é um ex-libris da nossa região, onde estão as autocaravanas e onde os caminhantes se deparam com lixo e fezes humanas, o que não é aceitável. Queremos que esta situação seja regulada como acontece noutros países e se acabe de vez com esta desregulação total do auto-caravanismo”.

Francisco Lampreia pede, nesse sentido, “mais ações de vigilância e fiscalização e mais poder para que as autoridades possam receber as multas na hora”. “Em muitos casos as autoridades actuam, mas porque os proprietários são estrangeiros e a caravanas alugadas, as multas nunca são cobradas”, argumenta.

O autarca sublinha ainda que “todas as pessoas são bem-vindas” à freguesia, “mas têm que respeitar o espaço público”. “Queremos receber todas as pessoas dignamente, porque vivemos do turismo, mas não podemos permitir que uns prejudiquem o bem-estar dos outros” conclui Lampreia.

Esta situação levou a Assembleia de Freguesia de Vila Nova de Milfontes a aprovar, no final de Outubro, por unanimidade, uma moção que pede o fim do auto-caravanismo e campismo selvagem na Costa Vicentina. Para este órgão autárquico, há “verdadeiros bairros de caravanas” em vários locais da freguesia.

Na moção foi ainda deliberado solicitar ao Governo que altere a Lei 50/2006, de 29 de Agosto, “no sentido desta prever que as coimas sejam efectivas, ou seja, que sejam pagas na hora, sob pena de apreensão dos documentos da viatura”.

Discussão1 comentário

  1. exmo sr presidente de junta nem todos fazem o que descreve eu tambem sou autocaravanista e asseado mas tambem nao estou de acordo pagar o que sepaga em parques de campismo preços exurbitantes que agrada a muitos camaradas e amigos o sr deveria pensar seriamente em reparar o que se passa em foz de orelho e outras zonas do pais que criaram e muito bem areas de serviço mais acessiveis e preços mas acho que v. exa ainda nao esteve para pensar no assunto lamento que assim seja mas ficava lhe muito bem se debruçat sobre este assunto boa tarde

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