Nacional: Época crítica de incêndios termina hoje com área ardida superior a 160 mil hectares

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A época mais crítica em incêndios florestais termina hoje, tendo os fogos consumido uma área superior a 160 mil hectares, mais do dobro dos últimos oito anos, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais.

Durante a fase “charlie”, que começou a 01 de julho, estiveram mobilizados um total de 9.708 operacionais, 2.235 equipas, 2.043 viaturas e 47 meios aéreos, além dos 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR, segundo o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF).

Num verão, em que a severidade meteorológica registou o quinto valor mais alto dos últimos 17 anos, os incêndios florestais consumiram uma vasta área, sobretudo no início de agosto e setembro.

Dados do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais indicam que os fogos provocaram, este ano, uma área ardida superior a 160 mil hectares, mais do dobro da média dos últimos oito anos (2008-2015).

Em Portugal, as últimas estatísticas disponíveis do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) são referentes a 31 de agosto e mostram que a área ardida este ano quase que duplicou em relação a 2015.

Em contrapartida, o número de ocorrências de fogo registadas, entre 01 de janeiro e 31 de agosto, desceu quase 25 por cento face ao mesmo período de 2015.

Segundo o ICNF, 10.334 ocorrências de fogo registaram-se até 31 de agosto, menos 2.760 do que no mesmo período de 2015, quando já tinham ocorrido 13.094 incêndios.

Os 10.334 fogos provocaram, até ao fim de agosto, 107.128 hectares de aérea ardida, enquanto no ano passado este valor se situava nos 58.601 hectares.

As últimas informações avançadas pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) destacavam que 45 por cento (47.954 hectares) do total da área ardida ocorreu em incêndios com início a 08 de agosto.

Discussão1 comentário

  1. Enquanto tivermos Juizes e Mp a tratarem os incendiarios com pézinhos de lã vamos decerto a cada ano ter mais incendios com todos os prejuizos que acarretam para os lesados e a economia do país.
    A Lei é clara agora quem a interpreta dá.lhe o seu toque pessoal que permite a continuidade nalguns casos. Percebe-se que a reincidencia é um facto.

    Enfim é o país que não desejamos mas que nos é imposto.

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