Nacional: Governo defende aposta na prevenção de incêndios

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O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, afirmou ontem que devem ser disponibilizadas mais verbas e apostar na prevenção dos incêndios, referindo que é preciso “trabalhar nesse sentido entre outubro e maio”.

O programa de combate aos incêndios florestais tem 70 milhões de euros, mas é preciso gastar algum deste dinheiro para se evitar. Temos que sensibilizar para esta matéria, pois temos uma área florestal grande que é preciso limpar”, disse, durante a apresentação do Plano de Operações Distrital relativo ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais 2016 para o Distrito de Setúbal, que decorreu ontem no Seixal.

Jorge Gomes referiu que durante a ‘Fase Charlie’, que decorre entre julho e setembro, estão mais de 10 mil pessoas empenhadas, com duas mil viaturas e 47 meios aéreos.

Jorge Gomes disse ainda que existem 14 milhões de euros para a requalificação de quarteis e 10 milhões de euros para a renovação de viaturas, em maio e outubro, explicando que os apoios se vão manter também em 2017.

Patrícia Gaspar, Comandante Operacional Distrital de Setúbal (CODIS), lembrou que no ano de 2015 se registaram mais de 800 ocorrências no distrito, mais do dobro do que em 2014, mas que o aumento não teve correspondência em área ardida.

“2015 foi um ano difícil e Setúbal não foi exceção, mas tivemos zero vitimas, que é o número mais importante. Apesar de mais ocorrências, a área ardida foi de 296 hectares, a segunda menor no país”, salientou.

A CODIS afirmou que durante a ‘Fase Charlie’ vão existir 327 operacionais no distrito, 88 veículos e oito postos de vigia, existindo a possibilidade de serem reforçados.

“Queremos baixar o número de reacendimentos, com números que o ano passado não nos agradaram e vamos ter um Centro de Meios Aéreos em Grândola, com o Montijo em ‘stand-by’ e pronto a ser ativado. Apesar de tudo, não podemos ficar sentados agarrados às boas estatísticas”, concluiu.

Discussão1 comentário

  1. gilberto rafael

    Penso que a população de Grândola deve se sentir orgulhosa por ter disponivel, em 2016 mais uma vez um meio aereo para o combate às chamas que o digam os residentes das Ameiras do Incenso em Grãndola que se viram a braços Não com 32 incendios apurados pelo Ministério Público Mas sim 53 incendios junto de suas portas. Sem esse meio a area ardida seria muito maior e os prejuizos atingiriam somas abismais.(presentemente o prejuizo ascende em cerca de € 200.000.00) Claro a intervenção rápida dos homens em terra também foi fulcral e passaram diversos perigos desde o colapso de bilhas de gás e armadilhas que decerto teriam provocado MORTES .
    Congratular-me ei se o Comando territorial de Grândola da GNR fosse alvo de um reforço de verba orçamental de forma a que os efectivos se sintam em consciencia com o dever plenamente cumprido. É que de facto qualquer pessoa de bom senso e espirito critico questiona-se como é possivel servir a coisa pública de acordo com as exigencias se não existem meios suficientes para o cumprimento soberano da LEI E DA GREI. Ou seja as entidades superiores exigem mas não dão os meios para as suas exigencias.
    No caso em apreço foi mão criminosa de uma familia que infligiu o terror em pessoas a um aglomerado urbano que teve durante 3 meses o horror da coexistencia das chamas e seus bens ardidos Mais, ver e saber e NÃO PODER FAZER NADA para actuar perante os incendiarios que até provocaram as autoridades e os lesados com a continuidade dos seus actos criminosos . é de facto revoltante. Mas também o Ministério Publico de Grandola agiu só passados 90 dias, o que é insensato.

    A esperança de voltar a ter uma vida normal passa pelo julgamento dessa familia, coloca-la no seu devido lugar
    e nessa sequencia pensamos que brevemente o processo seja finalmente levado a julgamento. ( aguardamos que seja antes das férias judiciais),

    Bem hajam finalmente uma noticia que engrandece o HOMEM.

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