Nacional: Ordem dos Médicos exige fim definitivo de turnos de 24 horas nas urgências

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A Ordem dos Médicos defende o fim definitivo dos turnos de urgências de 24 horas e a criação de um registo que controle tempos de trabalho, medidas para evitar a exaustão que já levou profissionais a adormecer em serviço.

“Trabalhar 24 horas seguidas é extremamente penoso, é de uma violência extrema”, argumenta o bastonário José Manuel Silva, em declarações à agência Lusa.

Em nome da segurança dos doentes, a Ordem defende o fim definitivo dos turnos de 24 horas de trabalho, seguido em serviço de urgência.

Estando a segurança dos doentes e a qualidade dos cuidados ligadas aos limites de tempo do trabalho dos profissionais, a Ordem exige que esses limites sejam “aplicados a todos os médicos que trabalhem no SNS, independentemente do vínculo jurídico, e a todos os que trabalhem por conta de outrem”.

José Manuel Silva espera que o Ministério da Saúde “não lave as mãos como Pilatos” e “tenha coragem de pôr termo aos abusos e sobrecargas de trabalho que algumas administrações continuam a impor a médicos internos”, obrigando-os a turnos de 24 horas.

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