A infraestrutura de comando, instalada no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Almodôvar, passa a funcionar como o centro nevrálgico para a tomada de decisões rápidas face a acidentes graves, intempéries ou fogos rurais.

A cerimónia oficial de abertura foi presidida pelo Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, e pelo Presidente da Câmara Municipal de Almodôvar, José Tadeu de Freitas.

O evento, inicialmente agendado para o dia 1 de julho, foi antecipado para a tarde de terça-feira devido a ajustes na agenda ministerial. O ato simbólico marcou também o arranque do programa municipal "Proteção Civil Municipal de Almodôvar: Hoje & Amanhã", focado na sensibilização comunitária.

O novo espaço operacional foi projetado para assegurar autonomia absoluta e resiliência em cenários críticos. O CCOM conta com sistemas de comunicação redundantes, que incluem gerador de energia próprio, redes de internet e ligações telefónicas via satélite.

A sala de controlo está ainda equipada com quatro ecrãs de monitorização contínua e um sistema de videovigilância de última geração, dotado de algoritmos de inteligência artificial capazes de detetar focos de incêndio de forma autónoma e precoce.

Para além da vertente fixa instalada no quartel, o plano municipal de modernização dotou o concelho de uma nova Unidade Móvel de Proteção Civil, facilitando o avanço do posto de comando diretamente para os teatros de operações no terreno.

A nível de articulação, a nova sala otimiza a centralização de dados e o esforço conjunto entre o presidente da autarquia, o comando dos bombeiros locais, a Guarda Nacional Republicana (GNR), os Sapadores Florestais e representantes de redes públicas de energia e águas.

Durante a inauguração, o Secretário de Estado, Rui Rocha, destacou que o reforço destas infraestruturas locais aproxima o socorro das populações e confere maior agilidade na proteção do território do Baixo Alentejo, em particular durante o período crítico de incêndios rurais.

Por sua vez, o autarca José Tadeu de Freitas realçou que a centralização de meios tecnológicos modernos constitui um salto qualitativo fundamental para salvaguardar vidas, bens e a mancha florestal da região.