Bloco de Esquerda exige suspensão de nova refinaria de antimónio em Sines
O Bloco de Esquerda (BE) avançou com um pedido de esclarecimentos urgentes ao Governo sobre a futura refinaria de antimónio em Sines.
O partido exige a suspensão imediata da atribuição do estatuto de Projeto de Interesse Nacional (PIN) à promotora, a ACM – Alchemy & Critical Metals. A empresa assinou um contrato com a aicep Global Parques para reservar um terreno de 131 mil metros quadrados na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS).
Os deputados bloquistas manifestam sérias preocupações com a falta de transparência do negócio e os impactos ecológicos do processamento deste metal pesado.
O partido critica o atual modelo económico da região, rejeitando a fixação de indústrias poluentes que coloquem em risco a saúde pública e os ecossistemas.
Por outro lado, a aicep Global Parques defende o projeto pelo seu caráter estratégico. O antimónio é uma matéria-prima crítica para a União Europeia, fundamental para setores como a defesa, semicondutores e baterias.
Com arranque previsto para 2030, a unidade industrial projeta a criação de 150 postos de trabalho diretos e uma produção anual de 10 mil toneladas.
A promotora garante que a fábrica usará tecnologia avançada para neutralizar as emissões de dióxido de enxofre.
