A iniciativa foi promovida pelo Comité Nacional Preparatório do Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes. A organização surge na sequência do cancelamento do evento mundial que estava inicialmente previsto para Caracas, na Venezuela.

Durante o percurso, os manifestantes contestaram a escalada armamentista e as intervenções externas, expressando solidariedade para com as populações da Palestina, Cuba e Venezuela. O protesto incluiu ainda críticas às potências globais, acusadas de promoverem conflitos armados e bloqueios económicos por motivações financeiras.

O Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) associou-se formalmente à iniciativa. No encerramento do protesto, José Oliveira, representante do movimento, discursou sobre o cenário que classificou como "gravíssimo" nos territórios palestinos.

"Na Palestina, a catástrofe humanitária e o genocídio em Gaza agravam-se. Milhares de mortos e feridos, a destruição sistemática de cidades e infraestruturas, o bloqueio e a privação dos bens mais essenciais transformaram a Faixa de Gaza num território devastado", denunciou o porta-voz.

José Oliveira apontou o impacto das operações militares israelitas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, argumentando que a atual ofensiva inviabiliza a criação de um futuro Estado palestino.

O dirigente alertou também para os riscos do alargamento do conflito ao Líbano, da ocupação de territórios sírios e das tensões com o Irão, descrevendo a política de Israel e dos Estados Unidos como uma "ameaça para todos os povos da região".

No final da intervenção, o representante do MPPM instou o Governo português a rejeitar qualquer cumplicidade com as ações militares no Médio Oriente.

José Oliveira exigiu ainda a suspensão do Acordo de Associação entre a União Europeia e Israel, defendendo que a paz na região depende estritamente da criação de um Estado da Palestina soberano e independente, com capital em Jerusalém Oriental.