Segundo o comunicado socialista, “a proposta apresentada pelo executivo permite manter a trajetória de consolidação financeira, que retirou o Município de uma situação desastrosa que comprometia o futuro da autarquia, conciliando o rigor financeiro com o investimento em obras prioritárias que correspondem às necessidades do concelho em infraestruturas e espaço público, algumas das quais já se encontram em curso”.

“Apesar deste orçamento corresponder às expectativas apresentadas anteriormente pelo Partido Socialista ao executivo municipal, não deixamos de assinalar opções que nos preocupam, nomeadamente o corte significativo nos eventos culturais e outros programas, bem como a reformulação de alguns projetos prioritários, o que poderá desvirtuar os objetivos que estiveram na sua origem”.

O PS Sines recorda no comunicado que “este não é o orçamento do PS. Faríamos escolhas distintas. Mas este é um documento que permite garantir ao executivo em funções as condições para responder às prioridades que Sines e Porto Covo exigem hoje”.

“Se esta opção nos parece ir ao encontro das posições que consideramos importantes para o desenvolvimento do concelho, já a proposta do executivo municipal para aumentar os impostos em sede de IRS, acabando com a redução de parte da componente do imposto que cabia ao município, mereceu o nosso voto contra. O fim deste benefício, que se encontrava atualmente traduzido numa taxa de 3,75%, valor que consideramos razoável e equilibrado, resulta num agravamento de cerca de 400 mil euros que as famílias terão de pagar em sede de IRS”.

“Esta decisão surpreende, sobretudo porque a situação financeira do município nunca foi tão sólida como atualmente. Nos primeiros 10 meses do ano, período de gestão do Partido Socialista, o Resultado do Exercício apresentava um saldo positivo superior a 5 milhões de euros, o segundo mais elevado dos últimos 20 anos, só superado pelo ano de 2021”.

“A dívida do município apresentava, na mesma data, um dos valores mais baixos dos últimos 25 anos, tendo o município uma capacidade de endividamento, ou seja, de se financiar junto da banca, que ultrapassa os 13 milhões de euros”.

“Se juntarmos a tudo isto o crescimento das receitas de impostos registado no último ano e os restantes indicadores financeiros, o Partido Socialista não encontra justificação para este aumento de impostos em sede de IRS, aprovado em reunião de Câmara, com os votos favoráveis da CDU, a abstenção do PSD e os votos contra da restante oposição. Trata-se de uma opção política legítima, mas que não acompanhamos” sublinha o PS em comunicado enviado à Rádio Sines.