Com o socialista Nuno Mascarenhas de saída após três mandatos, são cinco os candidatos à presidência da Câmara de Sines, numa “corrida” com desfecho incógnito e que deve ser decidido por poucos votos.

Para manter a gestão da autarquia siniense, que lidera desde 2013, o PS aposta na atual vereadora Filipa Faria, que apresenta um “projeto coletivo, amplo e aberto a todos quantos têm uma visão de prosperidade para Sines e para Porto Covo e ambicionam um futuro de crescimento, mais equitativo”.

Depois de ter sido a surpresa há quatro anos, com a eleição de dois vereadores, o movimento MAIS tem como cabeça de lista à Câmara Municipal o vereador Gonçalo Naves, que pretende “construir uma alternativa credível próxima das pessoas e mobilizadora da sociedade civil que inicie um novo ciclo político de desenvolvimento em Sines”.

Já a CDU, que entre 1976 e 2009 liderou a Câmara de Sines mas que em 2021 elegeu apenas um vereador, aposta forte com a candidatura de Álvaro Beijinha, atual autarca do concelho vizinho de Santiago do Cacém. Esta candidatura “assume-se como alternativa à gestão do PS, sendo portadora de um projeto que está ao serviço das populações e do desenvolvimento do concelho”, frisam os comunistas.

À direita, a coligação Sines: De todos para todos, que junta PSD e CDS-PP, apresenta como candidato o empresário Miguel Vaz, que diz apresentar aos eleitores “uma visão renovada e um compromisso de liderança focada nas pessoas e no futuro da região”.

Já o Chega repete a candidatura do técnico auxiliar portuário Jorge Maia, que elege “a segurança, a imigração e a habitação” como temas principais do seu programa eleitoral.

Nas eleições de há quatro anos, o PS conquistou a presidência da Câmara de Sines, com uma votação de 50,24% e quatro eleitos, à frente do movimento MAISines, com 26,19% e dois eleitos, e da CDU, com 14,32% e um eleito.