O dia 8 de março de 1986 marca o início deste projeto artístico, nem pleno litoral alentejano, pela mão de Julieta Aurora Santos e do já falecido ator e encenador Vladimir Franklin.

Quarenta anos depois, a companhia Teatro do Mar tem um currículo recheado de apresentações em Portugal e no estrangeiro.

Ano após ano, partilha com o público espetáculos que envolvem artes circenses, dança, teatro, música, vídeo, teatro físico, acrobacia aérea e instalação.

Julieta Aurora Santos mantém-se como Diretora Artística do Teatro do Mar, e revela que, no início, “existia sobretudo uma urgência de fazer, de criar, de experimentar linguagens e de encontrar um lugar para um teatro que dialogasse com as aspirações das pessoas envolvidas e com o território onde nasceu. Experimentávamos de forma muito livre e sem filtros”.

Quanto ao segredo da longevidade, explica que “as relações dentro do grupo foram sempre muito fortes, e isso contribuiu muito para consolidar a base do projeto e mantê-lo minimamente estável, apesar das dificuldades. O facto de hoje estarmos a celebrar quarenta anos é, por isso, algo que se construiu passo a passo, com persistência, com muitas transformações e também com uma grande capacidade de resistência. O foco foi sempre seguir em frente, não desistir. Amávamos demasiado o projeto e o estar juntos. E queríamos sempre mais”.

Fundado em 1986, o Teatro do Mar é uma companhia profissional especializada em criação para espaço público. Para 2026, apresenta um novo espetáculo, que se estreia em maio em Sines, e segue depois caminho para outras paragens.

A par disso, de 18 a 20 de setembro volta a organizar a M.A.R., Mostra de Artes de Rua, que traz a Sines artistas de todo o mundo. Como sempre, os espetáculos são gratuitos, e decorrem nos diferentes espaços da cidade: castelo, ruas, praças, jardins, passeio marítimo e até na praia.