De acordo com o Sindicato das Indústrias, Energia, Serviços e Águas de Portugal (SIEAP), a greve deve-se à “intransigência e silêncio persistente da administração” da PSA, concessionária do Terminal XXI do Porto de Sines, e da LaborSines, empresa de trabalho portuário temporário, que “continua a ignorar as justas reivindicações dos trabalhadores”.

O secretário-geral do SIEAP, Cláudio Santiago, lamentou a falta de diálogo entre a administração e os trabalhadores que “têm tentado fazer alguma aproximação” para “chegar a um acordo” com a empresa.

Segundo o dirigente, com esta nova greve parcial, nas duas últimas horas de cada turno, os trabalhadores querem dar mais “um sinal à empresa de que as coisas não estão bem”.

“Fizemos esta greve parcial para não criar um impacto tremendo do ponto de vista financeiro para os trabalhadores e porque não queremos penalizar as operações, com desvio das cargas no maior porto nacional, com impacto tremendo na economia” do país, afirmou.

No entanto, admitiu, se a administração mantiver este impasse no retomar das negociações, os trabalhadores “vão ter mesmo de parar” o Terminal XXI do Porto de Sines.