Odemira assinala centenário da Grande Greve de 1918 nos dias 17 e 18 de agosto

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Assinalar o centenário da Greve Nacional de 1918 é o objetivo do colóquio e da exposição que a Associação GESTO – Grupo de Estudos do Território de Odemira está a preparar para os dias 17 e 18 de novembro, em Odemira e na aldeia de Vale de Santiago.

O objetivo passa por evocar o papel do concelho de Odemira no desenrolar dos factos que conduziriam à Greve Nacional de 1918: foi na aldeia de Vale de Santiago, no interior odemirense, que se instalou a primeira comunidade de anarquistas em Portugal, a Comuna da Luz, e onde se registaram conflitos rurais e forte mobilização popular para a greve.

O colóquio “A greve Nacional de 1918” está agendado para o dia 17 de novembro, pelas 15.00 horas, no auditório do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, em Odemira. O evento contará com as intervenções de Fernando Rosas que irá abordar o tema “Portugal e o Sidonismo”, Constantino Piçarra, que irá apresentar o tema “1917-1918, dois anos de carestia, crise e agitação social no distrito de Beja”, e António Quaresma com a comunicação “Odemira – 1918: crise de subsistências e tensões sociais.”

Para dia 18 de novembro, pelas 15.00 horas, está marcada a inauguração da exposição “Gonçalves Correia: A utopia de um cidadão”, que decorrerá no Centro Sociocultural de Vale de Santiago, com a presença da autora Francisca Bicho. A exposição estará patente ao público até ao dia 23 de novembro em Vale de Santiago entre os dias 26 de novembro e 7 de dezembro em Odemira, no Espaço OJovem.

Na organização das comemorações do centenário da Greve Nacional de 1918, a associação GESTO conta com o apoio do Município de Odemira, Biblioteca Municipal José Saramago de Beja e Junta de Freguesia de Vale de Santiago.

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