Odemira: Herdade da Casa Branca recebe 21.ª edição do MEO Sudoeste até sábado

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Vinte anos depois da primeira edição do festival, o MEO Sudoeste é hoje uma imensa festa de celebração do verão, na Herdade da Casa Branca, no concelho de Odemira.

Depois da festa de receção ao campista realizada ontem, o festival arranca esta quarta-feira na máxima força, já com todos os três palcos em funcionamento. No dia de arranque do Meo Sudoeste, as atenções no palco Meo, o principal, vão repartir-se entre o rap do americano Mac Miller, o reggae do português Richie Campbell ou a kizomba do angolano Matias Damásio, cabendo o encerramento da noite aos nova-iorquinos Chainsmokers, os grandes cabeças-de-cartaz desta primeira noite.

Já no palco LG, por onde, ao final da tarde e início da noite, vai passar uma espécie de “seleção de esperanças” da música portuguesa, os olhos e os ouvidos vão estar todos centrados em Plutónio, um das mais originais vozes do hip-hop nacional, enquanto no Moche X Spot, o local que prolonga a animação madrugada fora, o principal chamariz é Piruka, o rapper-fenómeno da linha de Cascais.

Na quinta, 3, o alinhamento no palco grande fica marcado pelo regresso do rock e das guitarras elétricas ao Sudoeste, que marcaram as primeiras edições do festival, por via dos irlandeses Two Door Cinema Club. Antes atua o rapper Mishlawi, um jovem americano radicado em Portugal, que conta já com uma grande legião de fãs.

A pop eletrónica e intimista de Isaura é também merecedora de destaque, mas neste caso no palco LG, onde a cantora se apresenta pela primeira vez em nome próprio no Sudoeste, depois de no ano passado ter atuado ao lado de Diogo Piçarra.
No outro extremo do recinto, no Moche X Spot, a programação do dia está a cargo do coletivo Orelha Negra, que vai trazer até ao Sudoeste nomes como Supa Squad, Wet Bed Gang, Bispo, Stikup ou Kappa Jotta, numa vasta amostra da nova geração do hip-hop nacional.

Chegados ao último dia, sábado, 5, cabe à portuguesa April Ivy aquecer o público para o nome mais sonante da presente edição, os britânicos Jamiroquai, de regresso aos palcos e a este festival, onde vão atuar pela terceira vez. Apesar de muitos dos presentes nem serem, talvez, sequer nascidos em meados dos anos 90, durante os tempos mais áureos da banda liderada por Jason Kay, a mistura de soul, funk e pop de temas como Virtual Insanity, Cosmic Girl ou Deeper Underground é a banda sonora perfeita para terminar em grande o Sudoeste 2018. Ou não, porque a seguir ainda há Dengaz e Afrojack, bem como muita música madrugada dentro no Moche X Spot e o festival só acaba quando todos se forem embora. Ou seja, lá mais para o fim do dia de domingo.

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