Oficial da GNR condenado a quatro anos e meio de prisão efetiva

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O Tribunal de Setúbal condenou ontem a quatro anos e meio de prisão efetiva o ex-comandante do destacamento da GNR de Santiago do Cacém, por agressão a quatro detidos em 2011.

O coletivo de juízes deu como provado que o capitão Carlos Botas agrediu os detidos quando estes estavam algemados e quis que eles passassem a mensagem a outros criminosos sobre o que sofreram nessa noite.

As agressões aconteceram na madrugada de 22 de junho de 2011, na zona da Comporta, onde foram capturados na posse de 1500 euros em tabaco e 140 euros em numerário.

Os quatro homens, com idade entre os 21 e os 28 anos eram suspeitos do furto de automóveis e de uma maquina de tabaco em Santiago do Cacém e Vila Nova de Santo André, crime pelo qual viriam a ser condenados em janeiro de 2012.

Carlos Botas, hoje com 39 anos e a prestar serviço no Comando Territorial em Lisboa agrediu os detidos recorrendo a um chicote de couro.

Durante a leitura do acórdão, o presidente do coletivo de juízes António Gabriel dos Santos, censurou com termos muito duros a atuação do capitão da GNR que considerou contrária à conduta que deve ter um agente policial num estado de direito.

Os juízes censuraram ainda a falta de arrependimento do oficial durante todo o julgamento.

Os detidos foram condenados em 2012, pelos crimes de furto simples e qualificado e pelo consumo de estupefacientes, com penas que variaram entre os dois anos e dez meses e os três anos e nove meses.

Tratou-se da primeira condenação a prisão efetiva de um oficial da GNR por tortura em Portugal.

Carlos Botas vai recorrer da sentença para o Tribunal da Relação de Évora.

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