Região: Alentejo é a região do país onde é mais difícil fixar médicos

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O Alentejo é a região do país onde é mais difícil fixar médicos. Nos últimos dois anos, em 2015 e 2016, abriram 230 vagas em centros de saúde e hospitais, maioria para anestesiologia, medicina geral e familiar, medicina interna e psiquiatria, mas 180 ficaram por preencher.

“Temos uma grande dificuldade em fixar profissionais, o que faz com que para completar os serviços tenhamos de recorrer a prestações”, diz ao DN José Robalo, presidente da ARS do Alentejo, que lembra que estas vagas ainda não estão enquadradas com os novos incentivos do ministério, já promulgados pelo Presidente da República e que devem ser publicados esta semana em Diário da República. Os médicos que aderiam ao modelo anterior terão dois meses para pedirem a alteração para as novas regras.

José Robalo espera que tenham efeito positivo. “São sempre uma esperança, de que de alguma forma permitam a possibilidade de os médicos considerarem vir para região.” Mesmos os jovens que fazem a formação na região acabam, na sua maioria, por ir embora. José Robalo admite que possam procurar “zonas mais atrativas e com outras ofertas extraprofissionais, como as culturais”. É por isso que a ARS também tem trabalhado com as autarquias e procurado envolver outros serviços públicos e privados para que em conjunto se possa “planear uma estratégia que alarguem as ofertas de emprego para os familiares dos médicos”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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