Região: BE quer que Governo autorize a contratação de mais profissionais de saúde no litoral alentejano

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O deputado, que falava após uma visita ao Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, criticou o Governo por não “autorizar a contratação de profissionais, nem em “regime de substituição” dos profissionais em “baixa médica ou licença de parentalidade”.

“Há falta de profissionais na ULSLA, há falta de profissionais no hospital de Santiago do Cacém [HLA], é preciso que o Governo, de uma vez por todas, abra os concursos de contratação de profissionais que se especializaram há pouco tempo, alguns já com nove meses de atraso”, defendeu Moisés Ferreira.

A redução, no ano passado, do número de vagas na Unidade de Convalescença existente no hospital de 25 para 12 camas é um reflexo da falta de recursos humanos, exemplificou o membro do grupo parlamentar do BE.

“Não estão a ser contratados mais profissionais porque o Governo não está a autorizar, foi exatamente por causa disso que houve a redução de camas da Unidade de Convalescença de 25 para 12 e foi por causa disso que o Serviço de Paliativos foi mudado de local também, para haver uma rentabilização dos recursos humanos e porque faltam profissionais”, afirmou.

Reconhecendo a “maior dificuldade de fixação de profissionais” na zona do litoral alentejano, o deputado defendeu que a “abertura rápida de concursos” poderia contribuir para fixar profissionais “que acabam a sua formação específica” e fazem o “internato médico” no HLA e dessa forma poderiam “integrar logo a carreira médica no local”.

Além da contratação de mais profissionais, o BE defendeu hoje a “aquisição de viaturas para cuidados no domicílio”, indicando serem necessárias “cerca de dez” para garantir o serviço na área abrangida pela ULSLA, que inclui os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines, no distrito de Setúbal, e de Odemira, no distrito de Beja.

“Há cuidados de saúde no domicílio que não estão a ser feitos porque não há viaturas para os profissionais se deslocarem, ora isto é muito preocupante, principalmente tendo em conta que o Governo se comprometeu com o BE há mais de um ano a resolver este constrangimento e nada fez sobre isso”, criticou.

No caso concreto do litoral alentejano, a situação é mesmo descrita como “irracional” pelo deputado, que afirmou serem autorizadas “despesas com um táxi para fazer os cuidados domiciliários”, sendo que no “final do ano” percebe-se “que se gastou dezenas de milhares de euros em serviços de táxi”, que poderiam ser utilizados para adquirir viaturas.

As preocupações relativas ao litoral alentejano replicam-se no resto dos concelhos do distrito de Setúbal, segundo a deputada bloquista Sandra Cunha, que também acompanhou a visita.

“As queixas vão-se acumulando aqui em Santiago do Cacém, mas também nos outros concelhos do distrito de Setúbal e referem-se basicamente a isto, não temos falta de profissionais capazes, não temos falta de conhecimento, não temos falta de tecnologia, temos falta principalmente de recursos financeiros”, apontou.

Sobre estas e outras questões relacionadas com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), o BE tem agendadas para a próxima semana iniciativas no parlamento que os deputados consideram poder dar resposta a este tipo de situação, como a “abertura imediata de concursos para contratação de médicos especialistas”.

Os deputados do BE Moisés Ferreira e Sandra Cunha, visitaram hoje o HLA para “conhecer a realidade” daquela unidade hospitalar, como as suas “capacidades e dificuldades”, com o objetivo de perceber que “propostas poderão ser equacionadas para a melhoria das condições de vida das populações”.

A ULSLA, que integra o HLA e os centros de saúde dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e de Sines, no distrito de Setúbal, e Odemira, no distrito de Beja, abrange uma população residente de cerca de 97 mil habitantes.

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