Região: CDS quer explicações sobre descarga na albufeira de Monte Novo dos Modernos, em Ermidas do Sado

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Em duas perguntas enviadas ao Ministro do Ambiente e à Ministra do Mar, Nuno Magalhães, deputado do CDS eleito por Setúbal, questiona a tutela sobre a descarga ocorrida no dia 15 de fevereiro, na albufeira de Monte Novo dos Modernos – Ermidas do Sado.

Querendo saber, desde logo, se os dois responsáveis têm conhecimento do ocorrido, Nuno Magalhães pergunta depois, ao Ambiente, pelos resultados das análises às amostras de água recolhidas pela GNR e enviadas para análise pelo laboratório de Águas da Região Hidrográfica do Alentejo, da Agência Portuguesa do Ambiente, e ao Mar, pelos resultados das análises aos peixes (cerca de 700 kgs) que foram recolhidos pelos militares da GNR e enviados ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera para realização de exames, com o objetivo de apurar a causa de morte.

Ao Ministro do Ambiente, o deputado do CDS, pergunta ainda se já foi identificada a fonte de poluição e, confirmando-se a reincidência da fonte, que medidas estão a ser tomadas no sentido prevenir descargas futuras.

As perguntas são coassinadas pelos deputados da Comissão de Ambiente, Álvaro Castello-Branco e Patrícia Fonseca.

O Comando Territorial de Setúbal da Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Santiago do Cacém, detetou no dia 15 de fevereiro p.p., um foco de poluição/contaminação numa albufeira em Monte Novo dos Modernos – Ermidas-Sado.

De acordo com o comunicado publicado na página internet da GNR, “os militares, ao deslocarem-se à albufeira, verificaram que a água se encontrava completamente «negra» e com cheiro a «bagaço de azeitona», para além de existirem diversos peixes mortos (carpas)”.

Os peixes (cerca de 700 kgs) foram recolhidos pelos militares da GNR e enviados ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera para realização de exames, com o objetivo de apurar a causa de morte.

Foram também recolhidas amostras de água para análise pelo laboratório de Águas da Região Hidrográfica do Alentejo, da Agência Portuguesa do Ambiente.

Ainda segundo o comunicado da GNR, “após efetuadas as diligências de investigação, apurou-se que os motivos da contaminação da albufeira se deviam a descargas provocadas por uma empresa que se dedica à compra e venda de biomassa, atividade para produção de azeite e fabrico de pellets de bagaço de azeitona a partir de bagaço seco”.

Em vários órgãos de comunicação local refere-se, também, que desde 2008 que a empresa em causa está referenciada, no domínio de poluição hídrica, de solos e de atmosfera, tendo sido alvo de vários autos de contraordenação e de crime.

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