Região: Propostas três alternativas ao traçado em Évora da linha ferroviária Sines/Caia

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A Infraestruturas de Portugal (IP) apresentou três alternativas ao traçado inicial junto a Évora da futura linha ferroviária de mercadorias entre Sines e Caia, que tem sido contestado pela câmara e por movimentos de cidadãos.

As três alternativas ao primeiro projeto de atravessamento da cidade foram apresentadas pela IP durante uma reunião realizada com o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, revelou hoje à agência Lusa o autarca.

“Uma alternativa desvia-se ligeiramente do primeiro traçado, mais para fora da zona urbana, mas, ainda assim, mantém-se muito perto da cidade, e as outras duas alternativas são mais afastadas”, adiantou.

Pinto de Sá ressalvou que as três alternativas em cima da mesa “ainda não são para uma decisão definitiva” sobre o traçado da nova linha ferroviária junto à cidade, mas sim para a realização de um estudo de impacte ambiental.

A Câmara de Évora, partidos, movimentos e população têm contestado o traçado inicialmente proposto pela empresa pública para a nova linha ferroviária de transporte de mercadorias entre Sines e Caia, por passar numa zona urbana, na freguesia da Senhora da Saúde.

Escusando-se, para já, a revelar qual a opção que considera melhor para a cidade, o autarca assinalou que a escolha “exige uma consulta em Évora”.

“Estamos a diligenciar no sentido de fazer chegar esta informação às forças políticas, instituições e população para podermos escolher posições e ver se há consenso sobre esta matéria”, adiantou.

Admitindo que será “uma escolha do Governo e da IP”, o presidente da Câmara de Évora afirmou que a cidade quer ter “uma palavra a dizer”.

Na sua página da Internet, a IP refere que o projeto do corredor ferroviário entre Sines e Caia inclui intervenções já concluídas, entre as quais a modernização do troço Bombel/Casa Branca/Évora, e outras em planeamento.

Das obras que estão em planeamento, segundo a IP, está a ligação entre Évora e Caia, na zona raiana de Elvas, estando a conclusão da empreitada prevista para 2020 e a entrada em exploração em 2021.

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