Região: Regresso do contrarrelógio marca 36.ª edição da Volta ao Alentejo em bicicleta

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A 36.ª edição da Volta ao Alentejo em bicicleta, que decorre de 14 a 17 de março, terá um contrarrelógio individual na quinta etapa, em Castelo de Vide, foi hoje anunciado pela organização da prova.

O contrarrelógio, de 8,4 quilómetros, está inserido num dia com jornada dupla, em 17 de março, e agendado para a tarde, depois de o pelotão de 21 equipas cumprir 64,2 quilómetros, entre Monforte e Portalegre, durante a manhã. É um regresso do ‘crono’ à prova, hoje apresentada em Vendas Novas, depois de nove anos ausente do trajeto.

Na apresentação, Joaquim Gomes, diretor da prova, ofereceu a camisola de vencedor da prova em 1988 à Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, representada por José Calixto.

Ao todo, são 751,9 quilómetros que percorrem a região do Alentejo em seis etapas, divididas por cinco dias, com o arranque marcado para Vendas Novas, numa tirada com 173,5 quilómetros e uma contagem de montanha de quarta categoria que termina em Serpa, onde será conhecido o primeiro camisola amarela.

O segundo dia apresenta a etapa mais longa, com 205,2 quilómetros entre Beja e Sines, antes de o terceiro dia ligar Grândola a Arraiolos, ao longo de 149,3 quilómetros.

No sábado, segue-se a jornada dupla, com a curta distância da manhã marcada pela Serra de São Mamede e dois prémios de montanha de segunda categoria, que vão testar os candidatos à vitória final.

De tarde, o ‘crono’ atravessa a subida ao alto da Senhora da Penha, na Serra de São Paulo, em Castelo de Vide, ao longo de 8,4 quilómetros, que podem decidir a ‘Alentejana’.

No domingo, os ciclistas despedem-se do Alentejo com uma ligação entre Castelo de Vide e Évora, onde será celebrado, ao fim de 151,3 quilómetros, o vencedor da edição 2018 da prova.

Em 2017, o espanhol Carlos Barbero (Movistar) foi o vencedor, tornando-se no primeiro bicampeão da história da ‘Alentejana’, com 16 segundos de avanço para o italiano Rinaldo Nocentini (Sporting/Tavira), enquanto Edgar Pinto, então na LA Alumínios-Metalusa, foi o melhor português, na sétima posição.

O triunfo de Barbero, que já tinha sido campeão em 2014, fez cair uma das ‘tradições’ da prova, uma vez que era a única do calendário que nunca tinha tido um vencedor em mais do que uma ocasião.

Sem equipas do escalão WorldTour no elenco, a disputa será entre várias equipas do escalão Continental Profissional, como a Caja Rural — Seguros RGA ou a Burgos-BH, entre outras.
Do Reino Unido chega a Team Wiggins, criada pelo antigo campeão olímpico e vencedor da Volta a França Bradley Wiggins, enquanto a russa Lokosphinx e a belga WB Aqua Protect Veranclassic aumentam o leque internacional do pelotão.

Treze das 21 equipas em prova são portuguesas, com destaque para o Sporting/Tavira, que quererá melhorar o segundo lugar de Rinaldo Nocentini em 2017, a W52-FC Porto, a Rádio Popular — Boavista, a Efapel ou a Liberty Seguros/Carglass, entre outras.

Trajeto da Volta ao Alentejo:
1.ª etapa, 14 mar: Vendas Novas — Serpa (173,5 km).
2.ª etapa, 15 mar: Beja/Sines (205,2 km).
3.ª etapa, 16 mar: Grândola — Arraiolos (149,3 km).
4.ª etapa, 17 mar: Monforte — Portalegre (64,2 km).
5.ª etapa, 17 mar: Castelo de Vide (contrarrelógio individual, 8,4 km).
6.ª etapa, 18 mar: Castelo de Vide — Évora (151,3 km).

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