Região: Rota Vicentina investe 1,5 ME em novos percursos pedestres e turismo cultural

0

A associação que gere uma rota pedestre na costa alentejana e vicentina vai investir 1,5 milhões de euros em novos percursos, projetos de turismo acessível e cultural, na monitorização e na promoção turística, foi hoje divulgado.

Os trilhos pedestres entre Santiago do Cacém, no litoral alentejano, e Vila do Bispo, no Algarve, vão passar de 450 quilómetros para 750, em parte devido a 12 novos pequenos percursos circulares que estão a ser preparados e que devem ser abertos na primavera de 2018.

“Já começámos a implementar pequenos percursos circulares em Odemira e estamos a ter resultados bastante positivos e achamos que alargar isto aos outros concelhos nos vai dar outra escala”, disse à agência Lusa Marta Cabral, presidente da Rota Vicentina (Associação para a Promoção do Turismo de Natureza na Costa Alentejana e Vicentina).

O objetivo da criação de percursos “mais curtos” e “mais fáceis de percorrer” é “conquistar um mercado novo”, adiantou, explicando ter a expectativa de atingir um público que não é necessariamente “caminhante”, mas que também “gosta de caminhar”, embora possa viajar para a região “com outros interesses”.

A par destes percursos, está ainda em preparação a extensão para sul de Odeceixe do Trilho dos Pescadores, que percorre a costa sudoeste do país a partir de Porto Covo, no concelho de Sines, no Alentejo, e que deverá chegar a Lagos, no Algarve.

A Rota Vicentina prevê ainda lançar, no outono do próximo ano, 1.200 quilómetros de percursos para percorrer de bicicleta todo-o-terreno (BTT) no concelho de Odemira, embora o projeto esteja “pensado para estender” no futuro os trilhos a outras zonas da região, disse a representante da associação, que conta com 165 empresas de turismo entre os sócios.

Ao todo, a Rota Vicentina candidatou, em parceria com outras entidades, quatro projetos a diferentes programas de fundos comunitários, que já foram aprovados, indicou Marta Cabral, garantindo assim a possibilidade de investir “cerca de 1,5 milhões de euros” num horizonte de “dois a três anos”.

“Há aqui uma série de outras partes [dos projetos]que não são tão evidentes enquanto resultados, mas que são muito importantes para garantir a sustentabilidade da própria Rota Vicentina”, disse.

A monitorização, que permite analisar o retorno do investimento, contabilizando caminhantes e gastos de turistas na região, é um exemplo disso, bem como o trabalho de sensibilização, a organização de voluntariado e a promoção da Rota Vicentina a nível internacional.

Os projetos da Rota Vicentina incluem ainda componentes de turismo acessível e de turismo cultural, que a associação prevê começar a desenvolver “no início de 2018”.

As candidaturas foram aprovadas ao abrigo de diferentes programas comunitários, cujo financiamento oscila entre os 70 e os 90%.

Os projetos contam com parcerias com entidades como o Turismo de Portugal, o Turismo do Algarve, o Turismo do Alentejo e do Ribatejo e os municípios de Santiago do Cacém, Sines, Odemira, Aljezur, Vila da Bispo e Lagos.

 

Deixar uma resposta

Share This