Regional: Dispositivo de combate a incêndios deste ano em Beja idêntico ao de 2016

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O Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Florestais (DECIF) deste ano para o distrito de Beja é idêntico ao de 2016 e inclui um reforço de recursos e um helicóptero na fase mais crítica.

O DECIF para o distrito é “praticamente idêntico” ao de 2016 e conta com um “reforço” de operacionais e veículos e um helicóptero na fase crítica e de maior perigo, a Charlie, disse à agência Lusa o comandante distrital de Beja de operações de socorro, Vítor Cabrita, à margem da cerimónia de apresentação do dispositivo.

Segundo o responsável, na fase Charlie, entre 01 de julho e 30 de setembro, o dispositivo terá 271 elementos e 76 veículos de vários agentes de proteção civil, divididos em equipas de vigilância e de combate a incêndios, e um helicóptero de ataque inicial sedeado em Ourique.

Na fase Bravo, a segunda mais crítica a nível de incêndios e que decorre desde hoje e até 30 de junho, o dispositivo conta, nos primeiros 15 dias, com 198 elementos e 62 veículos.

Ainda na fase Bravo, mas durante o mês de junho, o dispositivo irá aumentar e ter 236 elementos e 71 veículos.

Na fase Delta, que decorre entre 01 e 15 de outubro e durante a qual o risco de incêndios é moderado, o dispositivo irá diminuir e ter 200 elementos e 64 veículos.

O dispositivo “tem em conta as áreas de maior risco de incêndio no distrito de Beja, nomeadamente os concelhos situados mais a sul: Ourique, Odemira e Almodôvar”, explicou

“Dentro das possibilidades, tentámos montar um dispositivo mais robusto na zona sul do distrito de Beja”, porque é a que “tem mais área de floresta e onde a probabilidade de incêndios mais complexos é maior”, explicou, referindo que na zona norte, que “é mais agrícola”, a probabilidade de incêndios é “menor”.

Em termos de conceito de operações, “continuamos a apostar como regra no ataque inicial, ou seja, nos primeiros 90 minutos” após o alerta de incêndio, disse, referindo que, no distrito de Beja, o ataque ampliado é uma “exceção” e “são poucos os ataques que ultrapassam os 90 minutos”.

Segundo Vítor Cabrita, “um dos grandes objetivos” para este ano nas fases críticas no âmbito do dispositivo é a “segurança das forças de combate” para que não haja acidentes, nem vítimas, ou seja, feridos e mortos.

O dispositivo tem “mais dois objetivos, inseridos no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios”, ou seja, diminuir a área ardida e o número de reacendimentos, disse, frisando que “no distrito de Beja, nos últimos anos, não têm havido reacendimentos”.

Os meios do dispositivo são garantidos por vários agentes de proteção civil e “serão ativados progressivamente de acordo com a avaliação do perigo e do risco”, disse Vítor Cabrita.

Autoridade Nacional de Proteção Civil, as 14 corporações de bombeiros do distrito de Beja, GNR, PSP, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, equipas de sapadores florestais, serviços de proteção civil e gabinetes técnicos florestais das câmaras municipais e as juntas de freguesia são alguns dos agentes de proteção civil.

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