Santiago do Cacém: Câmara de Santiago do Cacém retoma exigência de construção de estrada circular

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O presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém (Setúbal), Álvaro Beijinha, insistiu hoje na exigência de construção de uma estrada circular à cidade, que permita afastar o trânsito de pesados.

A construção de uma estrada circular é uma “velha reivindicação da autarquia e da população”, que está “prevista no Plano de Urbanização da Cidade desde 1998”, recordou o autarca alentejano, citado num comunicado do município enviado à agência Lusa.

Na nota à imprensa, em que divulga ter retomado a exigência de construção da estrada circular, numa recente reunião com a empresa Infraestruturas de Portugal (IP), Álvaro Beijinha (CDU) alega que a nova via permitiria desviar o trânsito de viaturas pesadas do centro da cidade, que é atravessada por uma estrada nacional.

A obra “poderá custar muitos milhões de euros”, admite o autarca de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, defendendo que se possa, pelo menos, equacionar a elaboração do projeto para se perceber o seu custo concreto.

“Apresentámos uma proposta diferente daquela que está no Plano de Urbanização, no sentido de minimizar custos, ou seja, de ser uma circular com um percurso mais reduzido”, adiantou, indicando que, em resposta, terá sido transmitido [pela IP]que “não seria uma solução fácil” e que estariam “sempre dependentes da tutela”.

Em 2016, após reunir com a empresa IP, o autarca divulgou também um comunicado, em que argumentou que diariamente a cidade é atravessada por “dezenas de camiões, muitos deles transportando matérias perigosas” e recordou o “episódio com um camião de resina” nesse ano, que derramou 23 toneladas do produto numa das principais artérias da localidade.

O derrame de resina ureica, proveniente de uma unidade fabril instalada no Complexo Industrial de Sines, obrigou ao corte da circulação na via durante mais de oito horas, enquanto decorreram os trabalhos de limpeza do material.

Antes disso, em agosto de 2012, outro incidente, com um camião de transporte de lixo industrial perigoso, derramou cerca de 10 toneladas de nafta e lamas em várias ruas da cidade de Santiago do Cacém.

Os resíduos industriais, produzidos pela indústria petroquímica de Sines e depositados em aterro desde há cerca de 30 anos, estavam a ser removidos do aterro sanitário de Maria da Moita e encaminhados para os dois Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos (CIRVER) da Chamusca.

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