Santiago do Cacém: Militar Bruno Chainho deu nome a rua na Aldeia de Santo André

0

Bruno Chainho, o militar que morreu ao serviço da GNR em novembro de 2013, deu nome a uma rua da sua terra natal, a Aldeia de Santo André, em Santiago do Cacém.

A cerimónia de atribuição de topónimo decorreu neste sábado, 24 de setembro, dia em que completaria 34 anos.

“Exemplo de coragem e bravura”, assim é recordado pela população local, de quem partiu a iniciativa de eternizar o nome de Bruno Chainho. Para os pais, trata-se de um reconhecimento merecido, mas “triste”. Rua Bruno Chainho dá acesso à escola que o militar frequentou em criança.

“Nada ajuda porque não traz o nosso filho de volta, mas sinto orgulho porque é o reconhecimento do que o Bruno foi e fez”, reagiu a mãe, Alcinda Chainho.

A cerimónia inicia-se pelas 10 horas e 30 minutos, com a celebração de uma missa pelo pároco local e por um capelão da GNR. A placa com o nome de Bruno Chainho foi inaugurada cerca de uma hora depois, na Aldeia de Santo André.

“O Bruno acreditava plenamente na vida para além da morte. Antes de partir preparou tudo, parece que pressentiu. Arrumou no quarto os documentos mais importantes e disse-me que estariam ali caso lhe acontecesse alguma coisa”, recordou Alcinda, que, desde então, tem tentado cumprir todos os desejos do filho. “Ele encarava a morte com naturalidade”, disse ainda.

Bruno Chainho tinha 30 anos quando foi morto a tiro por um imigrante moldavo, de 58 anos, que sequestrou e manteve como reféns os donos de um restaurante no Pinhal Novo. A intervenção do militar permitiu a saída da mulher e da filha do proprietário do estabelecimento O Refúgio, mas acabou por ser fatal.

A morte ao serviço da GNR ditou a promoção de Bruno a cabo a título póstumo pelo então ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e a atribuição pela GNR de uma medalha de ouro de serviços distintos.

Deixar uma resposta

Share This