Santiago do Cacém: Sítio Arqueológico de Miróbriga vai ser gerido de forma partilhada

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A gestão das Ruínas Romanas de Miróbriga, em Santiago do Cacém, vai ser partilhada entre a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e a Câmara e a União de Freguesias, fruto de um protocolo que foi assinado nesta terça-feira, 16 de fevereiro.

“Esta é uma velha aspiração da Câmara, há anos que andamos a defender a necessidade de haver um protocolo para a gestão partilhada do espaço, que é único e tem de ser rentabilizado”, afirmou Álvaro Beijinha, presidente do município de Santiago do Cacém.

O sítio arqueológico de Miróbriga, classificado como Imóvel de Interesse Público desde a década de 40 do século XX, era, até agora, gerido exclusivamente pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlen). Com o novo acordo que foi hoje rubricado, no Centro Interpretativo de Miróbriga, a Câmara e a União de Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra passam também a participar na gestão e valorização das antigas ruínas romanas.

“Este sítio arqueológico tem uma grande potencialidade a vários níveis, desde logo patrimonial e turístico, e ao longo dos anos sentimos que a Direcção Regional de Cultura do Alentejo, por mais vontade que possa haver em dinamizar o espaço, está confrontada com limitação de recursos, humanos e financeiros”, frisou o autarca.

A Câmara de Santiago do Cacém “também tem limitações”, mas está “mais próxima” e “melhor do que ninguém pode ter um papel fundamental na dinamização de Miróbriga”, sublinhou. “Nos últimos tempos, tem havido uma colaboração informal entre a Câmara e a Direcção Regional de Cultura do Alentejo para algumas iniciativas no sítio arqueológico”, lembrou Álvaro Beijinha, realçando que este protocolo vai “formalizar e alargar essa parceria”.

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