Sines: CDU critica o Orçamento e as Grandes Opções do Plano da Câmara Municipal de Sines

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A CDU considera que “a maioria do Partido Socialista no Executivo Municipal apresenta um Orçamento e as Grandes Opções do Plano (GOP) como se tivesse renascido das cinzas, isto é, a menos de um ano do termo do mandato, pretende pôr o conta-quilómetros a zero e fazer crer que agora tudo vai ser diferente porque doravante haverá fundos comunitários e todos os problemas do concelho desaparecerão. Contudo, os primeiros anos, em nada contribuíram para que a população e bem assim, a CDU, antecipe agora uma alteração de fundo na política até aqui levada a cabo e por isso votou contra o Orçamento Municipal e as GOP(s)”.

Os comunistas consideram ainda no comunicado que enviaram à Rádio Sines que “os mapas do Plano Plurianual de Investimentos (PPI 2017) demonstram a inexistência de investimento, enquanto as Atividades Mais Relevantes (AMR 2017) demonstram as reais opções deste executivo, onde a principal fatia é atribuída às categorias; Cultura (com um peso esmagador do Festival Músicas do Mundo); Desporto, Recreio e Lazer”.

Para a CDU, “não deixa igualmente de ser de mau gosto o facto de só em 2017 o PS colocar o novo Centro de Saúde de Sines nas GOP. Uma obra que foi lançada no final de 2014, com previsão de conclusão em dezembro de 2015 e que passado quase um ano após esta data os Sineenses continuem sem um Centro de Saúde com as devidas condições, tal como médicos, enfermeiros e auxiliares suficientes para as necessidades do concelho. Empurrar a abertura do Centro de Saúde para ano de eleições sem que hajam explicações cabais para tal, além de ser irresponsável e de um oportunismo a todo o pano, revela a faceta eleitoralista do PS em que vale até brincar com a saúde para apresentar obra nas vésperas das autárquicas”.

Os comunistas consideram que “o Ambiente continua a ser o parente pobre neste orçamento. Nesta área, apenas é referido iniciar uma nova fase do GISA como se fosse possível fazê-lo com seriedade nos cerca de nove meses de mandato. É muito pouco, tendo em conta que também muito pouco foi feito até aqui. A participação na COMSINES ainda não resolveu nenhum problema do concelho nem se vislumbra que venha a fazê-lo. As novas captações de água que deviam ter sido uma prioridade e realizadas no início do mandato, continuam a parecer ainda como um assunto a estudar, já houve estudos e propostas para as mesmas captações há muito tempo e continuam na gaveta”.

Para a CDU, “a valorização das zonas rurais foi uma bandeira eleitoral do Partido Socialista, mas nada foi feito até aqui e muito provavelmente nada será feito. Nos documentos agora apresentados nem é mencionada. O cúmulo surge com o monumento aos pescadores que o executivo em três anos não construiu e propõe-se agora a fazê-lo. Das duas uma, por incompetência e desvalorização da atividade da pesca ou por eleitoralismo. De uma forma ou de outra, os pescadores há muito tempo que merecem um monumento alusivo bem como os corticeiros e os operários industriais”.

Na opinião da CDU, “a maioria do PS, limitou-se à gestão corrente da autarquia, prolongou os erros e vícios do passado patente na já demonstrada prioridade ao foguetório em detrimento da abertura de um novo ciclo político que correspondesse aos anseios da população”.

 

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