Sines: Governo quer aumentar o Terminal XXI e construir o Terminal Vasco da Gama

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O Governo ainda não anunciou as linhas-mestras dos investimentos para o sector marítimo-portuário, prometidas para meados do ano, mas a ministra do Mar terá antecipado algumas novidades num encontro com os deputados socialistas de Setúbal.

Segundo Ana Paula Vitorino, citada pelo “Público”, o Executivo aposta na “ampliação imediata, tão rápido quanto possível, do Terminal XXI”, pelo que a “renegociação [da concessão da PSA Sines]terá de começar já”.

Outra aposta será “também a criação do Terminal Vasco da Gama”, assim foi denominado o projeto de um segundo terminal de contentores em Sines, a Sul do actual.

Com estes investimentos, a capacidade do porto alentejano saltará dos atuais cerca de dois milhões de TEU/ano para a casa dos 4,5 milhões de TEU, para chegar aos dez milhões num horizonte de 15 anos. Demasiado? a ministra garantiu que os “risinhos” serão um “incentivo” para concretizar o objetivo.

A PSA Sines há muito manifestou interesse em expandir a capacidade do Terminal XXI para além do previsto no contrato de concessão, mas exigiu contrapartidas em termos de prazo e de investimento público.

As negociações que chegaram a existir ficaram entretanto em “banho maria” no tempo do anterior Governo, tendo a concessionária optado por uma solução de compromisso, com um investimento de menor monta na optimização da capacidade de cais disponível.

Agora que estará apostado na “ampliação imediata” do Terminal XXI, o Governo terá de convencer a PSA Sines a investir forte sabendo que vai perder o exclusivo da movimentação de contentores no porto alentejano.

O projeto do segundo terminal de contentores, baptizado de Vasco da Gama, ganhou visibilidade no tempo de Lídia Sequeira à frente dos destinos do porto de Sines. A ideia era aumentar a capacidade, gerar concorrência e captar mais armadores, nomeadamente chineses.

O interesse chinês em Sines voltou a ser falado aquando da recente visita do primeiro ministro António Costa ao gigante asiático.

 

 

Fonte: transportesenegocios.pt

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