Sines: Movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente exige a rescisão dos contratos de prospeção e exploração de hidrocarbonetos

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O movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente (ALA) manifestou em comunicado a sua preocupação face às recentes notícias que apontam o início da prospeção de petróleo na Costa Alentejana para abril de 2017.

Este movimento de cidadãos “rejeita a prospeção e exploração de hidrocarbonetos na costa pelos riscos que representa para o desenvolvimento da região, para o ambiente e para o futuro das suas populações”.

Segundo uma fonte do movimento, “os impactes ambientais da exploração off-shore de hidrocarbonetos são graves e têm efeitos irreversíveis para o ecossistema e para a vida das populações que dele dependem, especialmente para os sectores da pesca e do turismo que têm grande importância económica e social nesta região.”

A costa do Alentejo Litoral “é uma das mais relevantes áreas de Biodiversidade da Europa, razão pela qual está quase totalmente integrada na Rede Natura 2000 e também em Áreas Protegidas ao abrigo de legislação nacional. A dinâmica dos agentes turísticos locais e a excelência dos valores naturais e culturais em que alicerçam a sua atividade fazem do Turismo um sector emergente, com cada vez mais relevância para o desenvolvimento desta região e da sua base económica, e um fator de afirmação da sua identidade.”

O movimento “exige ao Governo a rescisão dos contratos de prospeção e exploração de hidrocarbonetos em Portugal, e no Alentejo Litoral em particular, por comprometerem seriamente as condições de vida das populações e as atividades económicas de que elas dependem, para além dos graves riscos e impactes que provocariam nesta costa de excelência ambiental.” Exige ainda o desenvolvimento de “uma política energética assente nas energias renováveis, de acordo com as estratégias de desenvolvimento sustentável Regionais e Nacionais e dos acordos internacionais celebrados.”

 

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