Sines: Novo Centro de Saúde de Sines foi inaugurado esta manhã pelo ministro da Saúde

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O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, presidiu nesta manhã de quinta-feira, 8 de junho, à cerimónia de inauguração do novo Centro de Saúde de Sines.

Uma obra que a população local esperava há cerca de 30 anos, já nos anos 80 existem registos de noticias onde os autarcas e a população local reclamavam a construção de um novo Centro de Saúde.

O presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, afirmou hoje que está é “obra mais importante para a população de Sines nas últimas décadas”.

Construído num terreno de 1200m2 cedido pelo município, o novo centro de saúde foi um investimento de 2 milhões de euros feito pela Administração Regional de Saúde do Alentejo. É constituído por dois pisos, cada um deles com 5 equipas formadas por um médico, um enfermeiro e um assistente técnico.

Poderá, no futuro, ser acrescentado um terceiro piso, para albergar mais cinco equipas, como assinalou o presidente da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, Luís Matias.

As valências do novo equipamento, que estão em entrar em funcionamento de forma faseada, incluem gabinetes de saúde oral, fisioterapia, saúde pública e vacinação.

Neste “grande dia para Sines e para os sinienses”, o presidente da Câmara recordou a “luta persistente” do poder local e das populações para que este equipamento se tornasse uma realidade e contribuísse para que os “direitos constitucionais dos munícipes” na área da saúde fossem finalmente respeitados.

Embora, como salientou o presidente, os municípios não tenham competências em matéria de saúde, a Câmara Municipal, pela ação dos diversos executivos, tudo fez para que o novo centro de saúde fosse construído e para suprir a falta de investimento da administração central na saúde de Sines – em equipamentos e recursos humanos.

Só em renda do anterior centro de saúde, no edifício do CEMETRA, estima-se que a Câmara Municipal despendeu meio milhão de euros, valor a que se acrescentam os investimentos na beneficiação daquele espaço e os apoios à vinda e permanência de médicos estrangeiros.

Continuam a existir 2000 utentes sem médico de família e, como reconheceu o presidente da ULSLA, há margem para melhorar a qualidade do serviço prestado. Ficou o compromisso nesse sentido, com a ajuda de novas instalações que são mais adequadas para as populações, mas também para os profissionais que nelas trabalham, como referiu João Robalo, presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo.

Também ficou o compromisso de criar condições para atrair novos médicos para Sines. Para que isso aconteça, disse o ministro da Saúde, mais do que medidas administrativas, são necessários um projeto que atraia os jovens médicos e incentivos remuneratórios à sua fixação fora dos grandes centros. Nos próximos dias abrirá um concurso para admissão de médicos em que estes incentivos estarão presentes.

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