Sines: Novo terminal de contentores em Sines causa desconforto

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O anúncio de que serão grupos chineses a construir o prolongamento do cais de contentores — o Terminal 2 —, ao lado do Terminal XXI de Sines, caiu que nem uma bomba no porto alentejano, porque esta atividade foi concessionada em exclusivo ao operador PSA, de Singapura, que em 2015 investiu mais de €40 milhões na infraestrutura e agora se prepara para investir €100 milhões adicionais.

Além de o projeto e obra do Terminal 2 não poder ser entregue por ajuste direto a chineses, a eventual entrada de um segundo operador da carga de contentores no porto de Sines implica a renegociação com a PSA, admitiram ao Expresso fontes do sector portuário local.

Recentemente, em 2015, a PSA expandiu de novo a área do Terminal XXI, elevando a sua capacidade instalada de 1,7 milhões para 2,5 milhões de TEU (a unidade padrão de um contentor com seis metros de comprimento), o que foi conseguido prolongando a frente de cais até aos 940 metros. A fase seguinte será um aumento do cais até aos 1150 metros, o que implicará investir mais €100 milhões.

Como a concessão da PSA vigora até 2029, um investimento adicional desta dimensão significa a renegociação do prazo da concessão, sendo óbvio que o porto de Sines beneficiaria com o investimento adicional da PSA e que os lucros da atividade aumentariam (as previsões da administração do porto de Sines apontam para um lucro de €18 milhões no final de 2016, contra os €17 milhões registados em 2015).

 

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