Sines: Nuno Mascarenhas aguarda com “expectativa” eventuais investimentos chineses em Sines

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O acordo para facilitar a instalação de empresas chinesas na área logística de Sines, assinado entre os governos português e chinês, é visto com “agrado” pelo presidente do município alentejano, que aguarda com “expectativa” eventuais investimentos.

“Estamos na expectativa de perceber se esses investimentos vão ou não concretizar-se, mas, obviamente, se isso vier a acontecer será importante”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Sines, no distrito de Setúbal, Nuno Mascarenhas.

O autarca disse ver “com o maior agrado o anúncio da possível vinda de empresários chineses para o concelho”, que, destacou, “tem um papel fundamental enquanto polo industrial e portuário” para a região e para o país.

“É importante ver esta preocupação do primeiro-ministro e do Governo, que demonstra que estes governantes têm plena consciência que Sines pode ter aqui um papel fundamental (que já tem hoje em dia enquanto polo industrial e portuário), mas que pode ter um papel fundamental no futuro para dinamizar a economia portuguesa”, acrescentou.

Um dos oito acordos assinados no domingo, em Pequim, entre os governos de Portugal e da China visa, segundo destacou em conferência de imprensa o primeiro-ministro, António Costa, a concretização na zona industrial e logística do porto de Sines “de facilidades para a instalação de empresas chinesas”.

O acordo empresarial envolve o Haitong Bank, o China Development Bank e a Agência para a Internacionalização e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

António Costa destacou, também no domingo, num encontro com empresários chineses, as potencialidades do porto de Sines, bem como a localização “estratégica” da infraestrutura portuária na faixa atlântica para as ligações com África e com o continente americano.

Durante a visita oficial à China, em entrevista à televisão estatal, CCTV, António Costa afirmou também que Portugal está disposto a “participar ativamente” na iniciativa chinesa Rota Marítima da Seda, uma iniciativa do governo chinês, anunciada em 2013, que pretende reativar a antiga Rota da Seda, entre a China e a Europa, através da Ásia Central, África e Sudeste Asiático.

Para o autarca de Sines, o “importante” é perceber que há a “intenção do Governo português” e da China “há esse interesse também demonstrado há já algum tempo”.

“Sines enquanto porto estratégico no Atlântico atrai um conjunto de investidores que percebem que este porto e a sua área logística associada pode ter aqui um papel de extrema relevância no contexto, não só nacional, mas principalmente internacional”, defendeu Nuno Mascarenhas.

A “criação de emprego” e o “incremento da atividade portuária” são alguns dos reflexos que o autarca antecipa, caso se “concretize esta aposta”, além dos benefícios “para a economia portuguesa”.

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