Sines: Paulo Portas inaugurou esta manhã a Ecoslops

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O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse hoje em Sines que o investimento em Portugal “disparou” em 2014, crescendo 5,4%, porque “há mais confiança” na economia portuguesa e isso, defendeu, é o fator determinante para a criação de emprego.

Referindo-se à fábrica da Ecoslops em Sines, que produz combustível naval a partir dos óleos residuais dos navios de carga, Paulo Portas afirmou que este investimento na “economia do ambiente”, com uma “componente de inovação bastante significativa”, “reforça o interesse no chamado ‘cluster’ petroquímico e no aproveitamento do Porto de Sines”.

Os óleos residuais, denominados ‘slops’, são produzidos quer devido ao armazenamento e utilização de combustível para o funcionamento dos navios, quer, no caso dos cargueiros de granéis líquidos, dos resíduos de produtos (crude e refinados, entre outros) que ficam nos tanques, sendo que, na nova unidade industrial, ganham “uma segunda vida”.

O investimento inicialmente previsto situava-se nos 14 milhões de euros, mas “problemas técnicos” e a necessidade de alguns “ajustes” fez com que esse valor se cifre hoje perto dos 18 milhões de euros, contando com um apoio de 6,2 milhões de euros de fundos comunitários e do Estado português, conforme indicou à Lusa o presidente e fundador da empresa francesa Ecoslops, Michel Pingeot.

A fábrica emprega cerca de 50 pessoas, recrutadas maioritariamente a nível local, e tem uma capacidade de produção anual de 25 mil toneladas de combustível naval, o que implica o processamento de 40 mil toneladas de resíduos.

A Ecoslops Portugal tem o exclusivo da recolha dos óleos residuais no Porto de Sines, por via de uma subconcessão contratada com a Companhia Logística de Terminais Marítimos (CLT), do grupo Galp Energia, concessionária do terminal de granéis líquidos.

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