Sines: Porto de Sines pode vir a ser uma das portas de entrada de gás natural liquefeito na Europa

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O Porto de Sines pode vir a ser uma das portas de entrada de gás natural liquefeito (GNL) na Europa. Esta é a visão para o futuro do vice-presidente da Comissão Europeia, Maros Sefcovic.

“Acredito que Portugal e Espanha podem desempenhar um papel muito importante, porque já têm terminais de GNL muito desenvolvidos”, afirma Maros Sefcovic em entrevista ao Negócios.

O responsável comunitário pelo pacote de energia explica que países como os Estados Unidos e a Austrália têm a ambição de ultrapassar o Qatar como o maior produtor mundial de GNL. Neste cenário, aponta que “Portugal e Espanha podem ser uma importante ligação” entre a Europa e o mercado mundial de gás natural nos próximos anos.

Mas Maros Sefcovic avisa que ainda há um longo caminho a percorrer para que o gás descarregado em Sines consiga chegar facilmente ao coração da Europa. “Claro que precisamos de melhores ligações entre os terminais de gás natural em toda a Europa para ter este gás no nosso sistema de gasodutos”, sublinha.

Durante a visita de três dias que fez a Portugal em meados de Julho, a questão das interligações entre Portugal e Espanha com o resto da Europa também esteve em cima da mesa nos encontros com o Governo português.

“Vou dizer ao primeiro-ministro que ele tem o apoio total da Comissão Europeia”, revelou Maros Sefcovic. “Penso que no próximo ano vai ser criada a comissão de interligações, o que vai ser bom para Portugal. Claro que isto ainda não resolve o problema da Península Ibérica estar isolada, por isso precisamos de chegar a uma solução com França”, apontou ainda. Espanha e França estão actualmente a construir uma nova interligação, o gasoduto Midcat.

Maros Sefcovic considera que ainda é preciso “encontrar o financiamento apropriado para os projectos de interligações”, acrescentando que “Portugal e Espanha têm pressionado nesse sentido”.

Recorde-se que Portugal já conta com duas interligações de gás natural com Espanha e pretende construir um terceiro gasoduto.

A REN incluiu este projecto, no valor de 137 milhões de euros, no seu plano de investimentos, mas a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) aconselhou em 2016 o adiamento do projecto pelo impacto negativo que a sua construção teria nas tarifas do gás natural.

Fonte: Jornal de Negócios

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