Sines: Representação do Movimento ‘Alentejo Litoral pelo Ambiente’ esteve ontem na Assembleia Municipal

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Um grupo de cidadãos em representação do Movimento ‘Alentejo Litoral pelo Ambiente’ esteve ontem à noite na Assembleia Municipal de Sines, onde explicaram o impacto negativo que tem para a região a exploração de petróleo ao largo da Costa Alentejana.

Explicaram que esta extração “trará consequências gravíssimas para o meio marinho e impactos ambientais muito graves para as populações locais”.

Apelaram a todos os deputados para que “tomem uma posição sobre o assunto e que não deixem que Sines se torne num local impossível para se viver”.

Os deputados municipais mostraram-se “muito preocupados com esta situação” que é transversal a todas as forças politicas e decidiram reativar a “Comissão de Ambiente” e realizar em janeiro uma Assembleia Municipal Extraordinária para debater este assunto.

A Câmara Municipal ainda não tomou uma posição oficial, o que deve acontecer na próxima reunião de Câmara, mas Nuno Mascarenhas, presidente da autarquia, explicou que vai tentar “obter mais informação sobre o assunto”, e que está contra “tudo o que venha agravar os problemas ambientais no concelho.”

Recordamos que o Movimento ‘Alentejo Litoral pelo Ambiente’ exige ao governo “a rescisão dos contratos de prospeção e exploração de hidrocarbonetos em Portugal, por colocarem em causa a nossa qualidade de vida no presente e no futuro; por comprometem seriamente as condições de vida e os recursos disponíveis para as gerações vindouras e pelos impactos ambientais graves e irreversíveis que provocam”.

De acordo com o que foi publicado pelos Jornal de Negócios, no dia 15 de dezembro de 2016, a Galp quer avançar para o furo de petróleo no mar do Alentejo em 2017, estando prevista uma operação para fazer esse furo a cerca de 80 quilómetros ao largo de Aljezur.

Segundo o mesmo jornal, o consórcio Eni/Galp quer arrancar com a operação em abril ou maio, logo que as condições meteorológicas e marítimas o permitam, esta entidade terá já enviado o parecer positivo para o gabinete do secretário de Estado da Energia Jorge Seguro Sanches, que terá a última palavra a dizer sobre o avanço desta exploração.

 

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