Sines: SIM está contra a prospeção e exploração de petróleo e gás na costa portuguesa

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As vereadoras eleitas pelo Movimento SIM na Câmara Municipal de Sines, Marisa Santos e Cristina Santa-Bárbara, enviaram um comunicado à Rádio Sines onde se mostram “totalmente contra a prospeção e exploração de petróleo e gás na costa portuguesa”.

Segundo o comunicado, esta tomada de posição tem por base, “o conhecimento de estudos já realizados, e publicados, sobre estes processos – por cientistas, peritos internacionais e nacionais, assim como associações ambientais e de cidadãos organizados – que são unânimes em considerar os riscos graves e o potencial de danos irreparáveis causados ao ecossistema oceânico, com a destruição das Pescas; as repercussões graves no ambiente e na saúde  em geral, assim como os efeitos negativos no futuro da economia, no turismo e na imagem de Sines e da Costa Alentejana”.

Outra das preocupações do SIM é que “as áreas previstas para as perfurações de extração de petróleo se situam numa zona sísmica e que os processos desta extração potenciam a multiplicação de ocorrências de sismos (no mar e em terra), com consequências gravíssimas para os oceanos, a contaminação dos aquíferos e a vida nesta cidade e nesta região”.

O mesmo comunicado acrescenta ainda que “o potencial portuário e industrial de Sines – o maior do País, deve ser utilizado para a atração de novas industrias e serviços que não incluam mais combustíveis fósseis, nomeadamente o carvão e petróleo, mas voltados para uma economia criadora de postos de trabalho, produtora de riqueza e de desenvolvimento sustentável que respeite o ambiente e não de mais poluição”.

As vereadoras do SIM, consideram ainda que “estes processos de extração de hidrocarbonetos são um engano, tanto na criação de postos de trabalho como na sua contribuição para a economia de Sines e do País” e propõem que “a Câmara Municipal tome uma posição clara e inequívoca de rejeitar este processo – para o qual não houve qualquer consulta às autarquias e às populações e cujos contratos são de duvidosa legalidade e nenhuma transparência”.

O Movimento SIM tomou esta posição na reunião de Câmara de 5 de janeiro de 2017.

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