Dispositivo de combate a incêndios em Beja com ligeiro reforço no verão

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O Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) deste ano no distrito de Beja envolve um ligeiro reforço de meios no período mais crítico, no verão, em comparação com 2017, com mais operacionais, veículos e meios aéreos.

“Há um reforço. Ainda muito ténue, mas há”, realçou hoje à agência Lusa o comandante operacional distrital, Vítor Cabrita, a propósito do DECIR, hoje apresentado publicamente em Beja.
Este ano, as fases de combate a incêndios foram substituídas por níveis de prontidão, passando o dispositivo a estar permanente ao longo do ano e reforçado entre 15 de maio e 31 de outubro.

No verão, o “período mais crítico” dos incêndios, de 01 de julho a 30 de setembro, o dispositivo vai estar no nível de prontidão IV (antiga fase Charlie), com o distrito de Beja a contar com “306 operacionais e 79 veículos” dos vários agentes da Proteção Civil, indicou Vítor Cabrita.

Além disso, acrescentou, a região vai ter “dois meios aéreos, helicópteros bombardeiros ligeiros para ataque inicial aos incêndios, sediados em Ourique e Moura”.

No ano passado, na mesma altura do ano, o dispositivo no distrito compreendia 271 elementos e 76 veículos, assim como um helicóptero de ataque inicial, em Ourique.

“Este ano, há mais duas equipas de Intervenção Permanente dos bombeiros, em Alvito e, a partir de junho, em Almodôvar, e o Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR também vai ter mais dois meios terrestres para ataque inicial” aos fogos, indicou o comandante distrital.

Para o “apoio rápido e especializado aos ‘teatros de operações’, contamos com grupos de combate a incêndios florestais e de reforço e com o apoio das autarquias, em termos de máquinas de rasto e de meios de transporte para rendição desses grupos, caso venham a ser empenhados”, acrescentou.

Também no verão, continuou, “em função de um raio de 40 quilómetros do sítio onde estão sediados”, podem ser ativados para o distrito meios aéreos das zonas vizinhas, nomeadamente os helicópteros de Évora, Grândola, Monchique, Cachopo (Tavira) e Loulé.

“Desde que o incêndio ocorra dentro desse raio, temos a possibilidade de ativar esses outros meios”, disse.

Já desde hoje e até ao final deste mês, correspondente ao “reforçado nível II”, o DECIR de Beja engloba “173 elementos e 50 veículos”, explicou o comandante.

Depois, de 01 a 30 de junho, assinalou, o reforço do dispositivo distrital vai subir para o nível III, passando a incluir 236 operacionais, apoiados por 64 veículos.

Passado o período mais crítico do verão, o DECIR vai estar no nível III, em outubro, com “195 elementos, auxiliados por 54 veículos”, afirmou.

Os meios que constam do dispositivo, ao longo dos vários meses, “são ativados de forma progressiva, de acordo com a avaliação que se faz diariamente”, disse ainda o comandante, acrescentando que esta ativação de recursos vai ter em conta “as áreas de maior risco de incêndio no distrito”.

“O sul do distrito costuma ser o mais complicado”, porque tem mais floresta, enquanto a zona norte “não apresenta tanto risco”, porque “é mais agrícola”, explicou.

O ataque inicial aos fogos, a segurança das forças de combate e da população e a diminuição da área ardida e do número de reacendimentos são objetivos que o comandante distrital disse pretender atingir.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil, as 14 corporações de bombeiros do distrito de Beja, GNR, PSP, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, AFOCELCA, equipas de sapadores florestais, serviços de proteção civil e gabinetes técnicos florestais das câmaras municipais e as juntas de freguesia são alguns dos agentes da Proteção Civil.

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