EDP diz que não pode encerrar central termoelétrica de Sines antes de 2030

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O responsável pela Direção de Sustentabilidade do grupo EDP, António Martins Costa, garantiu hoje que a central termoelétrica de Sines será encerrada até 2030, mas recusou uma antecipação, porque é preciso “alguma cautela”.

 “A nossa central de Sines até 2030 vai ser encerrada”, disse, acrescentando que é preciso fazê-lo com cautela porque a central “garante a estabilização da rede elétrica em todo o país, e nomeadamente na zona sul”.

E depois, acrescentou, mesmo que a empresa encerrasse a central a carvão mais cedo, era preciso ir comprar energia a Espanha, que para isso teria de aumentar a produção das suas centrais a carvão e logo aumentar a emissão de gases com efeito de estufa.

O encerramento da central tem de fazer parte de “um movimento integrado”, disse o responsável, que falava num debate que se seguiu ao visionamento do documentário “Ice on Fire”, produzido e narrado pelo ator Leonardo DiCaprio, sobre as consequências do aumento global das temperaturas devido à ação humana e o que está a ser feito para as mitigar.

A 24 de maio passado o Governo manifestou a intenção de encerrar a segunda central a carvão do país, do Pego, em 2022. A data que fora anunciada para as duas centrais era 2030. “A minha vontade era encerrar o quanto antes, mas só podemos encerrar [a central de Sines]com segurança energética no tempo em que tivermos energias renováveis a produzir mais quantidade, por razões de segurança de abastecimento”, disse na altura o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

Hoje o debate que se seguiu ao visionamento do documentário juntou também o professor Gonçalo Vieira, coordenador do programa Polar português, e Francisca Salema, uma jovem do ensino secundário que está na organização das greves climáticas estudantis.

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