Governo aprovou a ampliação do Terminal XXI e a construção do Terminal Vasco da Gama

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O Conselho de Ministros aprovou ontem, 25 de Julho, os diplomas que estabelecem as bases da concessão do novo Terminal Vasco da Gama e a ampliação do actual Terminal XXI do Porto de Sines, num investimento global de quase 1200 milhões de euros.

Estes projectos têm como objectivo “aumentar a capacidade no segmento da carga contentorizada do Porto de Sines”, assim como “responder à procura existente, concretizando um dos pontos fundamentais da Estratégia para o Aumento da Competitividade da Rede de Portos Comerciais do Continente-Horizonte 2026”.

Nesse sentido, a expansão do Terminal XXI prevê um investimento global de 547 milhões de euros, totalmente privado, a concretizar pela concessionária PSA Sines, que inclui a expansão do cais de acostagem e respectivos equipamentos de movimentação, mas também a manutenção, substituição e renovação de equipamentos já instalados nas fases anteriores, ao longo de toda a vida da concessão.

A expansão permitirá a ampliação da área de armazenagem dos actuais 42 hectares para 60 hectares, assim como ao aumento da capacidade dos actuais 2,3 milhões de TEU (unidade padrão equivalente a 20 pés), para 4,1 milhões de TEU.

“Este investimento vai permitir ainda a atracação simultânea de quatro navios porta-contentores de última geração, assim como a criação de 900 postos de trabalho”, revelou fonte da Administração do Porto de Sines (APS).

Por seu lado, a construção do novo terminal de contentores (Terminal Vasco da Gama) representa um investimento total estimado em cerca de 642 milhões de euros de fundos privados a cargo da futura entidade concessionária.

O novo terminal terá uma capacidade de movimentação anual de três milhões de TEU e um cais com 1.375 metros de comprimento, com três posições de acostagem simultânea para os maiores navios do mundo.

“Estima-se que a construção do Terminal Vasco da Gama gere um impacto económico total de 524 milhões de euros, representando 0,28% do PIB e 0,33% do VAB português e crie cerca de 1.350 postos de trabalho directos na fase de exploração”, garante a APS, que acrescenta: “A aprovação destes dois diplomas permite colocar o Porto de Sines como um dos principais portos de nível mundial e particularmente do ‘West Med’, em termos de oferta portuária no segmento da carga contentorizada”.

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