Grândola: Grupo contesta obras na biblioteca de Grândola

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Um grupo de cidadãos quer impedir a Câmara Municipal de Grândola de avançar com a requalificação da Biblioteca Municipal, porque estão contra a demolição da Casa Barahona, onde funciona a atual biblioteca, construída no final do século XIX.

O presidente da autarquia, António Figueira Mendes (CDU), afirma que o que está previsto é a “requalificação do edifício, mantendo algumas paredes, toda a estrutura e as lajes”. Todo o processo foi tratado “dentro da legalidade”. “Temos um parecer do secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão que clarifica o que é que deve ser realizado neste tipo de operações e é isso que estamos a fazer”, garante.

O autarca diz estar “perfeitamente descansado” e não ter dúvidas de que esta obra “vai melhorar as condições prestadas à população”. O espaço vai deixar de ser uma biblioteca e passa a ser um centro cultural com 862 metros quadrados. A obra já foi adjudicada, custa 1,5 milhões de euros, e tem um prazo de execução de 18 meses.

O edifício não está classificado como património municipal nem cultural e António Figueira Mendes diz que “do ponto de vista técnico, não tem qualquer valor histórico”.

João Sobral, porta-voz do movimento, afirma que os cidadãos “não estão contra a requalificação”, mas sim “contra a demolição do edifício”, considerando que a casa “tem valor histórico para a população” e que o novo equipamento “não vai melhorar o serviço prestado pela biblioteca”. O movimento apresentou junto do Ministério Público um pedido de inquérito à atuação da Câmara Municipal de Grândola.

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