Greve dos trabalhadores penalizou os resultados da Galp em 31,18 ME

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A Comissão Central de Trabalhadores (CCT) da Petrogal (Galp) contabilizou em 31,18 milhões de euros o impacto da greve de uma centena de dias, entre janeiro e abril, nos resultados na refinação.

Num comunicado hoje divulgado, a CCT indica que “os prejuízos [da greve dos trabalhadores]foram avultados e na ordem das dezenas de milhões de euros, 31,18 milhões de euros, mais outros custos de contexto”.

A organização contabilizou uma redução de 10% no crude processado e de 30% na margem de refinação e salienta que “no tempo todo em que decorreu a greve, a Administração fugiu a assumir publicamente os prejuízos da greve e continua a fazê-lo”.

A CCT assinala também que, “apesar dos condicionamentos que o Governo do PS e a Administração impuseram”, os trabalhadores “deram provas” de uma firmeza e determinação “muitos grandes”, tendo ainda mostrado “inteligência e criatividade para contornar todos os obstáculos que se lhes colocaram”.

A última greve começou em 02 de janeiro e terminou em 11 de abril. Segundo a CCT “ficará para a história como uma das mais longas já realizadas”.

“A greve está suspensa e poderá ser retomada”, acrescenta ainda o comunicado.

Na terça-feira está marcado um plenário de trabalhadores em Sines para dar conta do ponto de situação das negociações. Nos dias 02 e 03 de maio haverá plenários no Porto e em Lisboa, respetivamente.

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