Impacto económico direto do Festival Sudoeste em Odemira foi de 3,8 ME em 2017

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O impacto económico direto do Festival Sudoeste no concelho de Odemira, foi de 3,8 milhões de euros em 2017 e empresários dizem que tem vindo a “perder expressão”, segundo um estudo divulgado.

Trata-se de conclusões do estudo promovido pela Câmara Municipal de Odemira e feito por uma equipa de investigadores do Instituto Politécnico de Beja para avaliar o impacto económico e sociocultural daquele festival de música no concelho, onde decorre desde 1997, em agosto, numa herdade perto de Zambujeira do Mar, atraindo milhares de festivaleiros.

De acordo com o estudo, a atividade económica do concelho, na 21.ª edição do festival, entre 01 e 05 de agosto de 2017, fruto de gastos feitos por festivaleiros, beneficiou de uma injeção direta de capital (impacto económico direto) num mínimo de 2.031.744 euros (considerando só gastos fora do recinto) e num máximo de 3.805.734 euros (considerando gastos dentro e fora do recinto).

Segundo os autores do estudo, Sandra Saúde, Sandra Lopes, Carlos Borralho e Isidro Féria, é “um expressivo valor económico, direto e induzido”.

O estudo, que deu origem a um livro apresentado em Odemira, reflete perceções e opiniões de residentes e empresários do concelho, outros intervenientes e festivaleiros obtidas numa pesquisa no terreno entre julho e dezembro de 2017, antes, durante e após a 21.ª edição do festival.

Quanto a impactos económicos percebidos, indica o estudo, a maioria dos empresários considera que o efeito económico do Sudoeste no concelho “tem vindo a perder expressão, particularmente nos últimos anos, devido ao perfil muito jovem do público, que gasta muito pouco dinheiro, e do formato do festival, que possibilita aos festivaleiros a aquisição da maior parte de bens de que necessita dentro do recinto”.

A maioria dos empresários considera também que o festival “favorece o volume de vendas do comércio local”, mas o efeito não é generalizável a todos os setores e os mais beneficiados são os de transportes, grossistas e alojamento e hotelaria.

Em termos de emprego, é “pouco expressivo” o número de empresários que recrutou novos trabalhadores devido à 21.ª edição do festival, “apenas 11%”, indica o estudo.

No total, terão sido recrutados pelas empresas locais, em agosto de 2017, cerca de 130 pessoas, sendo 85 de Odemira, o que “não significa criação efetiva de postos de trabalho, mas sim recrutamento de novos colaboradores em formato de contratação sazonal”.

Segundo o estudo, é “expressivo” o número de empresários que considera que o festival tem um “potencial efeito negativo sobre o turismo”, porque quem não quer participar evita visitar o concelho durante a realização do Sudoeste.

Apesar do eventual “efeito repulsivo”, a “grande maioria” (94,3%) defende a continuação do Sudoeste em Zambujeira do Mar.

Os residentes “têm uma visão mais otimista” dos efeitos do festival e destacam como principais impactos económicos os aumentos de vendas do comércio local, da atividade económica e dos rendimentos dos habitantes.

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