Movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente realizou três iniciativas durante o FMM

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O Movimento Alentejo Litoral pelo Ambiente organizou nos dias 27 e 28 de julho, durante o Festival Músicas do Mundo (FMM) três iniciativas contra o processo de prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal, designadamente contra o anunciado furo de prospeção de petróleo ao largo de Aljezur.

Segundo Eugénia Santa Barbara, responsável pelo ALA, “nos dias 27 e 28 de julho, foram organizadas duas sessões públicas sobre alterações climáticas na praça Tomás Ribeiro, em Sines, que teve como convidado o professor Gil Penha Lopes, docente e investigador na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, com o objetivo de sensibilizar o público do FMM sobre a necessidade urgente de mudar o paradigma energético através da substituição da energia fóssil por energia renovável, tendo em conta a rapidez do processo de alterações climáticas provocadas pelo aumento continuo da emissão de gases com efeito de estufa”.

Na tarde de dia 28 foi também organizado um Flash Mob na praia Vasco da Gama, cuja encenação visou “expor a promiscuidade entre os políticos e empresários do negócio do petróleo, cujo único objetivo é a obtenção de lucros, sem qualquer preocupação ou respeito pela vontade das populações e pelo meio ambiente”, acrescentou Eugénia Santa Barbara.

A mesma responsável explicou ainda que “os ativistas que participaram nesta iniciativa, autointitulados de Governo Autónomo dos Latifundiários do petróleo (G.A.L.P.), representaram os interesses dos empresários do petróleo e políticos, tendo simulado a realização de furos de petróleo em terra e no mar, causador de um grande derrame (foi utilizada tinta de choco nesta encenação), e a venda do planeta. No final foram expulsos da praia, presos em Linha Vermelha, por outros manifestantes que se concentraram na praia em apoio à iniciativa”.

Eugénia Santa Barbara afirmou ainda que esta iniciativa “pretendia também criticar a organização do Festival por permitir que o Festival Músicas do Mundo, que é um momento de celebração da cultura, da música e da solidariedade entre os povos, se tenha tornado num evento de limpeza da imagem da Galp, patrocinadora deste festival e que é titular das concessões de prospeção e exploração de petróleo na Costa Alentejana e Vicentina”.

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