Município de Odemira evocou a “maré negra” de 1989

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A Câmara Municipal de Odemira terminou ontem as comemorações dos 30 anos, do derrame de crude do navio “Marão” no porto de Sines e que atingiu a costa até ao Almograve.

Passava pouco das 14h30, o mar estava calmo, mas ao entrar no Porto de Sines, o navio “Marão” embateu no molhe, o que foi suficiente para danificar dois tanques e fazer derramar seis mil litros de crude.

Em Almograve, no concelho de Odemira, a população lembra-se bem da maré de crude que causou prejuízos ambientais e sociais devastadores.

Ainda hoje este episódio é lembrado por todos os que ali vivem. “As pessoas falam sistematicamente neste problema”, conta o presidente da Câmara de Odemira.

“Se hoje houvesse um acontecimento semelhante o que estaria diferente?”, questiona José Alberto Guerreiro. O autarca lembra que há o Plano Mar Limpo, que define os níveis de intervenção em situações deste género. Mas se “no papel” tudo parece bem, o autarca tem dúvidas de que em termos operacionais tudo funcionaria com normalidade.

A 14 de Julho de 1989, a mancha de crude foi levada desde Sines para sul, chegando a porto Covo, Vila Nova de Milfontes e à Praia de Almograve, no concelho de Odemira no dia 19 de Julho.

José Alberto Guerreiro lembra que na altura esta maré negra teve um grande impacto não só a nível ambiental mas também social. Foi a pesca afetada e também “alguns negócios ficaram em causa porque tudo aconteceu no verão”, quando as praias estavam preparadas para receber os turistas.

“Queremos chamar a atenção para esta problemática, pois ao largo da costa portuguesa passam todos os dias centenas de navios, alguns deles com matérias perigosas. Sabemos também que em Sines há um porto para gases liquefeitos e, portanto, também isso acaba por ter alguma perigosidade”, justifica o presidente da Câmara de Odemira, José Alberto Guerreiro.

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