Nacional: Acidentes de trabalho causaram 115 mortos em 2017

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Em 2017 morreram em Portugal 115 pessoas e 315 ficaram feridas com gravidade em acidentes de trabalho, de acordo com dados registados pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).

De acordo com dados da ACT, entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2017, foram registadas 115 vítimas mortais, menos 23 do que em igual período de 2016, e 315 feridos graves, mais 51 do que em 2016.

Nos últimos quatro anos (entre 2014 e 2017), a ACT registou mais de 500 vítimas mortais e 1.304 feridos graves.

Janeiro foi o mês em que morreram mais trabalhadores (16), seguido de abril (14) e dos meses de março e junho (13).

Por distrito, o maior número de mortos aconteceu em Lisboa (18), seguido do Porto (16), Braga (12), Viseu (11) e Aveiro e Faro (10).

A maior parte das vítimas mortais era do sexo masculino (105) e de nacionalidade portuguesa (106).

De acordo com os dados da ACT, a maior parte das empresas onde se registaram acidentes de trabalho mortais foram microempresas (1-9 trabalhadores), sendo que mais de quarenta das vítimas tinham contrato de trabalho sem termo.

O setor de atividade mais atingido, segundo a ACT, foi o da construção, com 36 vítimas mortais, seguido pelas indústrias transformadoras (23).

Quanto ao setor de atividade, ao contrário do que acontece com as vítimas mortais, nos feridos graves o mais afetado foi o da indústria transformadora (104), seguido da construção (91).

A ACT define como acidente de trabalho aquele que ocorre no local e no tempo de trabalho e produza direta ou indiretamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte redução na capacidade de trabalho ou a morte.

São também considerados acidentes de trabalho os acidentes de viagem, de transporte ou de circulação, nos quais os trabalhadores ficam lesionados e que ocorrem por causa ou no decursos do trabalho, ou seja, quando exercem uma atividade ou realizam tarefas para o empregador.

 

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