Carlos Salvador renuncia ao mandato de vogal na Junta de Freguesia de Sines
O vogal Carlos Salvador renunciou ao mandato na Junta de Freguesia de Sines, motivado por uma rutura política e pela perda de confiança no atual executivo liderado pela Presidente da Junta.
A decisão, de caráter pessoal, foi publicamente apoiada pela Concelhia de Sines do Partido Socialista (PS), que justifica o afastamento com a acumulação de divergências na gestão interna e na tomada de decisões ao longo dos últimos 11 meses.
Em comunicado enviado às redações, a estrutura local do PS esclarece que o partido tinha aceitado integrar o executivo com o objetivo de superar um impasse inicial na constituição do órgão.
Contudo, os socialistas alegam agora que o funcionamento da Junta deixou de assegurar as condições mínimas de diálogo, partilha de informação e respeito pelas competências dos eleitos, inviabilizando o trabalho em equipa de Carlos Salvador.
A Concelhia socialista aponta diretamente várias falhas à liderança da Presidente da Junta, destacando a assunção de compromissos com fregueses e entidades terceiras sem o conhecimento do restante executivo, além do atropelo a deliberações tomadas em reuniões formais.
O partido aponta também uma falta de preparação e de capacidade política na gestão corrente e critica a ausência de uma postura humilde de cooperação institucional.
O foco da discórdia estendeu-se também à gestão do Atelier de Tempos Livres (ATL) da freguesia.
O PS acusa a Presidente de avançar com um processo de reestruturação do serviço mesmo após a proposta ter sido rejeitada pelo executivo, apontando ainda falhas e atrasos na coordenação dos transportes escolares, uma situação que gerou instabilidade junto das famílias.
O comunicado critica ainda a emissão de comunicações erráticas e com dados incorretos sobre o histórico deste equipamento social.
A rutura definitiva terá sido precipitada por declarações da Presidente da Junta à Rádio Sines, nas quais classificou o PS como uma “força de bloqueio” à atividade da autarquia.
A Concelhia socialista rejeita categoricamente esta leitura, argumentando que o partido não dispõe de maioria nos órgãos que lhe permita travar o funcionamento da instituição.
Para o PS, estas afirmações demonstram que a liderança da Junta retirou a confiança política ao vogal demissionário, esvaziando as condições para uma colaboração construtiva.
Ao confirmar a saída de Carlos Salvador, a quem agradeceu a disponibilidade e o sentido de responsabilidade demonstrados, o PS de Sines garantiu que manterá a sua atividade política ativa.
Os socialistas asseguram que continuarão a exercer plenas funções na Assembleia de Freguesia e nos restantes espaços de representação para salvaguardar os interesses e o desenvolvimento da comunidade local.
