Em comunicado emitido esta segunda-feira, a instituição lançou um apelo ao Governo para uma intervenção imediata, defendendo que a sustentabilidade operacional das Associações Humanitárias está gravemente comprometida.

Segundo a estrutura distrital, as corporações locais têm assegurado uma resposta eficaz no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), tanto a nível regional como no apoio a outras zonas do país.

Contudo, a federação adverte que este esforço é severamente limitado pela degradação do material.

Grande parte dos veículos atualmente no ativo tem mais de 25 a 30 anos, uma realidade que acarreta riscos elevados para a segurança dos operacionais e reduz a eficácia do socorro.

A direção da FBDS manifestou particular preocupação com a exclusão da Península de Setúbal da atribuição de novas viaturas financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e por outros fundos comunitários.

A federação considera "inadmissível" que se exija a manutenção de uma capacidade de resposta permanente sem que o Estado garanta as condições mínimas de segurança e os meios adequados para as missões de salvamento.